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mercado financeiro

20/06/2018 - 17h26min. Alterada em 20/06 às 17h25min

Investidor reduz risco antes do Copom; juros zeram queda e fecham em leve alta

Os juros futuros zeraram, na última hora, o viés de baixa que apresentavam nesta quarta-feira, desde o período da manhã. Os contratos de curtíssimo prazo fecharam estáveis e os demais, com leve alta. A mudança foi atribuída pelos profissionais da área de renda fixa a alguns fatores, entre eles a piora do câmbio, a correção do forte movimento de queda nos últimos dias e preocupações com o julgamento do pedido da defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para suspender sua prisão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 26.
Os juros futuros zeraram, na última hora, o viés de baixa que apresentavam nesta quarta-feira, desde o período da manhã. Os contratos de curtíssimo prazo fecharam estáveis e os demais, com leve alta. A mudança foi atribuída pelos profissionais da área de renda fixa a alguns fatores, entre eles a piora do câmbio, a correção do forte movimento de queda nos últimos dias e preocupações com o julgamento do pedido da defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para suspender sua prisão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 26.
Além disso, a postura mais cautelosa se deu em meio à aceleração do avanço do rendimento dos Treasuries. Quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), logo mais, a aposta de manutenção da Selic em 6,50% segue majoritária na curva a termo.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018, o próximo a vencer depois da reunião do Copom da noite desta quarta, fechou na mínima de 6,440% (6,449% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2019 encerou em 7,040%, de 7,035% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,56% para 8,65% e a do DI para janeiro de 2021, de 9,58% para 9,67%. O DI janeiro de 2023 fechou com taxa de 11,07%, de 11,04%.
"A curva está acompanhando a piora do câmbio. O mercado começou o dia animado e, agora também, está entrando mais no radar a preocupação com o julgamento do Lula. A tendência é aumentar a cautela daqui até o dia 26", disse o economista-chefe da Guide Investimentos, João Rosal. Ainda que os analistas considerem improvável a reversão da decisão Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), a possibilidade de Lula ser solto e poder concorrer à Presidência não pode ser descartada.
Vale lembrar que, dos cinco ministros que compõem a Segunda Turma do STF e que julgarão o pedido, quatro votaram a favor do petista quando analisaram um habeas corpus preventivo no plenário da Corte, em abril, antes de o ex-presidente ir para a cadeia.
Matheus Gallina, trader da Quantitas Asset, não viu um fator decisivo para a piora das taxas e acredita que o mercado pode estar querendo reduzir sua exposição antes da decisão do Copom. "Tivemos um movimento mais agressivo de queda nas taxas nestes dias e parte dessas posições pode estar sendo zerada antes do Copom", afirmou.
No exterior, os juros dos Treasuries renovaram máximas digerindo um discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comentou que a Casa Branca está trabalhando em acordos comerciais e disse que novos pactos "muito, muito bons para nós" seriam anunciados em breve.
Às 16h32, a taxa da T-Note de dez anos estava em 2,926%. O dólar à vista subia 0,83%, aos R$ 3,7780.