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Porto Alegre, terça-feira, 12 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 13/06/2018. Alterada em 13/06 às 01h00min

Greve dos caminhoneiros custará R$ 15 bilhões para a economia

Número final da projeção oficial só ficará pronto em julho, declarou Eduardo Guardia

Número final da projeção oficial só ficará pronto em julho, declarou Eduardo Guardia


/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
Os 10 dias de greve dos caminhoneiros custarão R$ 15 bilhões para a economia, o equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no País), informou ontem o Ministério da Fazenda. De acordo com a pasta, o ministro Eduardo Guardia repassou a estimativa na segunda-feira em reunião com investidores, em São Paulo.
Por causa da paralisação, a previsão oficial de 2,5% de crescimento do PIB para este ano poderá ser revista para baixo. O número só será divulgado no fim de julho, e o ministro não informou mais detalhes.
Na última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado estimavam que a economia crescerá apenas 1,94% em 2018. Essa foi a sexta semana consecutiva de queda nas projeções. Há um mês, a projeção estava em 2,51%.
O ministro não informou o impacto que a greve dos caminhoneiros terá sobre a inflação, por causa da escassez de alimentos e da alta temporária do preço dos combustíveis provocadas pela paralisação. Segundo o boletim Focus, a previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,65% para 3,82% em 2018. As projeções do Ministério da Fazenda para a inflação também só serão divulgadas no fim de julho.
O presidente interino da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho, concordou que a greve dos caminhoneiros deve gerar redução do PIB neste ano. Para o dirigente, o PIB de 2018 não deve ultrapassar um crescimento de 2%, e a perspectiva mais realista é que fique em torno de 1,5%. "Qualquer número agora é prematuro, mas o PIB que se imaginava de até 3% dificilmente será atingido."
Coelho também se posicionou contra a nova tabela de fretes do governo, uma das medidas cedidas aos caminhoneiros. "Hoje, o tabelamento dos fretes vai ser um problema para as empresas enviarem seus produtos. Quem paga essa conta é o consumidor final", disse. "Somos contra qualquer tabelamento, estamos voltando ao Brasil de 40 anos atrás."
Coelho afirma que, passado o calor do momento, os problemas que ficaram são piores do que os que já havia antes das manifestações nas estradas. "Precisamos corrigir alguns excessos que foram negociados e que são impraticáveis pelas empresas."
 
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