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Porto Alegre, terça-feira, 12 de junho de 2018.
Dia dos Namorados.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 13/06/2018. Alterada em 12/06 às 21h53min

Conab estima safra gaúcha em 32,4 milhões de toneladas

Guilherme Daroit
Praticamente no fim da safra, com mais de 90% da área plantada com os principais grãos já colhidos, a projeção para o total da produção agrícola gaúcha foi revista para cima pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Antes estimado em 31,9 milhões de toneladas, no boletim de junho divulgado ontem a empresa calcula em 32,4 milhões de toneladas o resultado da temporada 2017/2018 nos campos do Rio Grande do Sul, alta explicada por melhoras na produtividade da soja e do arroz. Mesmo assim, a safra continua sendo 8,7% menor do que a de 2016/2017.
Na soja, já com 96,5% da área colhida, a alta é explicada pela Conab por boas condições de temperatura e pluviosidade no fim do ciclo. A produtividade é calculada agora em 3.013 kg/ha, 1,1% a mais do que a estimativa feita em maio. Mesmo assim, continua 10,3% abaixo da safra passada, especialmente por conta da metade Sul do Estado, que sofreu com a estiagem até fevereiro e, a partir de março, com plantas rebrotando com a volta da chuva, o que dificulta a colheita. No total, com quase 5,7 milhões de hectares plantados, a produção deve acabar em 17,1 milhões de toneladas, queda de 8,4% em relação à temporada anterior.
A estiagem e o calor no outono são as explicações da Conab para o caso do arroz, com produtividade agora estimada em 7.613 kg/ha - que, mesmo revista para cima, ainda está 4% abaixo da safra passada. Já 99% colhida, a safra gaúcha do cereal deve alcançar 8,2 milhões de toneladas, 6% a menos do que em 2016/2017. A empresa alega ainda haver diferenças no arroz no Estado. Enquanto nas regiões da Fronteira e da Campanha há relatos de perda de qualidade no terço final da colheita, com plantações fora do período recomendado sendo apontadas como causas, nas regiões da Planície Costeira e Sul, a qualidade estaria boa, por conta das temperaturas mais frias e maior estabilidade térmica.
A empresa não modificou as projeções para o milho, já 92% colhido, que, com perdas de 11,6% na produtividade e de 9,5% na área plantada em relação à última safra, deve finalizar com quebra de 20%, atingindo uma produção de 4,8 milhões de toneladas. Já o feijão, com uma segunda safra melhor do que a primeira, deve concluir a temporada 2017/2018 com produção de 106,6 mil toneladas, alta de 11,6% em relação ao ano anterior, graças a uma produtividade que chegará a 1.812 mil kg/ha (15,9% a mais do que em 2016/2017).
Sobre as culturas de inverno, a Conab ainda estima as mesmas áreas plantadas da safra passada para todas as culturas. Mantendo-se os 699,2 mil hectares cultivados com a principal delas, o trigo, a produção chegaria a 1,3 milhão de toneladas, 2,9% acima da safra passada, graças a um aumento de igual força na produtividade. A empresa faz a ressalva, porém, de que a alta nos preços do milho pode fazer com que a área do grão para a próxima safra possa crescer em cima da área plantada do trigo, que tem período de colheita coincidente com o plantio do milho e, dessa forma, sofreria redução.
JC

No Brasil, perspectiva é de queda de 3,4% na produção 2017/2018

Para a soja, estimativa é de 118 milhões de toneladas em todo o País

Para a soja, estimativa é de 118 milhões de toneladas em todo o País


EMATER/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
Segundo o novo levantamento da Conab, a produção brasileira de grãos na safra 2017/2018 vai se confirmando como a segunda maior da história, totalizando 229,7 milhões de toneladas, representando queda de 3,4% em comparação à safra passada 2016/2017, que foi recorde de 237,7 milhões de toneladas.
Com relação à estimativa do mês passado, a previsão da Conab corresponde a uma diminuição de 2,9 milhões de toneladas, ou queda de 1,2%. "Este fato deve-se aos impactos climáticos no milho segunda safra, mas conta com a ajuda das boas produtividades alcançadas pela soja e o milho primeira safra que já tem a colheita perto do fim", informa a estatal, em comunicado.
A área manteve o destaque de maior da série histórica, representada por um cultivo que se estende por 61,6 milhões de hectares, aumento de 1,2% em comparação com a safra anterior. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja que sai de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. E na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.
No pico de volume, estão o milho total e a soja. Nesta última, a colheita vem confirmando a boa produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde passado de 3.364 kg/ha. A produção da oleaginosa deve atingir recorde de 118 milhões de toneladas, alta de 3,5% ante a safra passada.
A produção do milho na primeira safra deve se aproximar de 26,8 milhões de toneladas, 12,1% inferior à safra passada influenciada, principalmente, pela redução na área semeada. O milho segunda safra, que responde por 70% da colheita total, deve alcançar 58,2 milhões de toneladas, 13,5% inferior à safra passada e 7,5% inferior ao levantamento anterior.
Com relação às culturas de inverno, a estimativa é de alta de 4% na área semeada com trigo, estimada em 2 milhões de hectares, resultando numa produção de 4,86 milhões de toneladas, aumento de 13,9% ante 2017.
 
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