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Inovação

Notícia da edição impressa de 11/06/2018. Alterada em 10/06 às 23h50min

IA vai auxiliar gestantes no tratamento de diabetes

Dados da paciente são disponibilizados aos médicos em tempo real

Dados da paciente são disponibilizados aos médicos em tempo real


/FUJITSU/DIVULGAÇÃO/JC
Machine learning, Inteligência Artificial (IA) e ferramentas de análise de dados estão sendo usadas para criar uma solução capaz de auxiliar na detecção e tratamento dos casos de diabetes desenvolvidos durante a gestação.
Machine learning, Inteligência Artificial (IA) e ferramentas de análise de dados estão sendo usadas para criar uma solução capaz de auxiliar na detecção e tratamento dos casos de diabetes desenvolvidos durante a gestação.
O projeto, uma iniciativa da Fujitsu e do Hospital Universitário HUS Helsinki, da Finlândia, com condução da Rede Finlandesa CleverHealth, é um aplicativo capaz de rastrear e medir a quantidade de glicose existente no sangue e os dados referentes ao estilo de vida - como nutrição, pulso e peso diário. Feito isso, tudo é disponibilizado aos profissionais de saúde em tempo real. Além de criar uma interface com as informações do usuário, o serviço permite que os profissionais de saúde ofereçam tratamento de forma personalizada.
Levantamentos do Hospital Universitário HUS Helsinki, da Finlândia, apontam que, das 52 mil mulheres que dão à luz na Finlândia todos os anos, aproximadamente 10 mil são diagnosticadas com diabetes gestacional. Dessas, metade desenvolve diabetes tipo 2 em uma data posterior, recorrente à insuficiência de insulina produzida pelo pâncreas ou quando as células do corpo não respondem à insulina. Isso equivale a 5 mil novos diabéticos por ano, cujos custos totais de tratamento podem alcançar o valor de € 28 milhões.
A Fujitsu entra como fornecedora de serviços de modelagem e integração de dados para garantir que as informações sejam compatíveis tanto com o sistema de dados da HUS quanto com o Registro Nacional de Saúde Pessoal da Finlândia, repositório de dados nacional onde os indivíduos podem acessar e gerenciar seus próprios registros de saúde.
A empresa japonesa também está projetando uma interface de usuário que permita aos profissionais de saúde interpretar facilmente as informações que acompanham uma orientação e tratamento adequados às necessidades individuais e aos perfis de risco.
O machine learning será utilizado para fornecer orientação e tratamento adaptados às necessidades individuais de cada paciente, com base em seu perfil de risco exclusivo. Além disso, percepções baseadas em inteligência artificial podem antecipar os futuros níveis de glicose no sangue da mãe, além do peso e o Índice de Massa Corporal (IMC) do recém-nascido.
O chefe de vendas do setor Público e Saúde na Fujitsu da Finlândia, Mikko Lampinen, comenta que uma etapa importante desse projeto é que os dados sejam exibidos de maneira clara e significativa, para fornecer análises acionáveis e auxiliar insights de profissionais da área de saúde.
"O projeto reúne várias tecnologias desenvolvidas pela Fujitsu no Japão e na Finlândia para criar uma nova plataforma de serviços que aproveita dados e análises de sensores. Estamos projetando uma interface que sinaliza claramente quaisquer anomalias, além de mostrar todos os principais dados", destaca. 

Incubadora da Feevale é destaque nacional

A Incubadora Tecnológica da Feevale, localizada no Feevale Techpark, é a vencedora da Região Sul da terceira edição do Programa de Incubação e Aceleração de Impacto. A iniciativa é promovida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e pelo Sebrae.
Foram reconhecidas quatro incubadoras, uma de cada região do País: Incubadora Tecnológica da Feevale (Sul), Núcleo de Incubação do Porto Digital (Nordeste), Multincubadora de Empresas do CDT/UnB (Centro-Oeste) e Habits Incubadora Escola (Sudeste).
O objetivo do programa é mobilizar aceleradoras e incubadoras de todo Brasil para incluir ou ampliar sua atuação com negócios de impacto social. Cada uma das vencedoras receberá um prêmio de R$ 10 mil, além de mentoria dos associados do ICE e vouchers do Sebrae para os negócios de impacto apoiados por eles. O edital também prevê uma inscrição para um membro da organização na Conferência Anprotec 2018.
O pró-reitor de Inovação da Universidade Feevale, Cleber Prodanov, diz que esse reconhecimento coloca a instituição no mesmo patamar de universidades e projetos, como a USP. "Estar entre as melhores do Brasil é um incentivo para que continuemos a criar e acelerar empresas, tornar a incubadora maior, mais ágil e atrair novos talentos", destaca. Para ele um dos grandes diferenciais da incubadora é a visão de não apenas desenvolver e acelerar projetos de cunho tecnológico, mas, também, com viés social.