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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 07/06/2018. Alterada em 07/06 às 02h00min

Dólar sobe mais 0,72% e cotação vai a R$ 3,8377

Economistas veem risco do câmbio ir para além do patamar de R$ 4,00

Economistas veem risco do câmbio ir para além do patamar de R$ 4,00


/marcello Casal Jr./ABR/JC
O dólar teve novo dia de alta e subiu mais 0,72%, fechando em R$ 3,8377, o maior patamar em mais de dois anos, ou seja, desde 2 de março de 2016, quando bateu em R$ 3,89 em meio ao nervosismo antes do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O quadro de elevada incerteza com a economia brasileira e as eleições presidenciais indefinidas fizeram o real se "descolar" de seus pares internacionais.
O dólar teve novo dia de alta e subiu mais 0,72%, fechando em R$ 3,8377, o maior patamar em mais de dois anos, ou seja, desde 2 de março de 2016, quando bateu em R$ 3,89 em meio ao nervosismo antes do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O quadro de elevada incerteza com a economia brasileira e as eleições presidenciais indefinidas fizeram o real se "descolar" de seus pares internacionais.
O dólar perdeu valor ante as principais moedas de países emergentes, em dia de relativa calmaria lá fora, mas no mercado doméstico chegou a encostar nos R$ 3,85 pela manhã e há economistas, como os da consultoria Capital Economics e o grupo holandês ING, que veem maior risco da moeda norte-americana ir para além dos R$ 4,00, caso vença um candidato nas eleições não comprometidos com reformas.
Apesar do mercado mais nervoso pela manhã, a quarta-feira não teve leilões extras de swap do Banco Central (BC), como ocorreu na terça-feira. Foram feitas as tradicionais ofertas de novos contratos, que já estavam programadas e injetaram US$ 750 milhões no mercado, e de rolagem (US$ 440 milhões). Estas ações ajudaram a reduzir um pouco a volatilidade da moeda e, segundo operadores, vendas de dólares por exportadores também contribuíram para a divisa perder fôlego e, na parte da tarde, a moeda ficou boa parte do tempo na casa dos R$ 3,82 para acelerar a alta para R$ 3,83 mais perto do fechamento, quando o volume de negócios já é bem menor.

Ibovespa registra queda de 0,68% na sessão

A falta de atratividade do mercado brasileiro de ações levou o Índice Bovespa a um novo pregão de perdas, destoando do desempenho amplamente positivo das bolsas de Nova Iorque. A queda continuou a refletir a falta de perspectivas positivas nos cenários político e econômico do País. A disparada dos juros futuros e a aproximação do dólar do patamar dos R$ 3,85 reforçaram a cautela do investidor estrangeiro, que continua a retirar recursos da bolsa brasileira.
O Ibovespa fechou aos 76.117 pontos, com queda de 0,68%. Os negócios somaram R$ 13,104 bilhões. Com o resultado de ontem, o índice acumula queda de 0,83% em junho e de 0,37% em 2018.
Assim como havia acontecido na véspera, as ações de estatais, por refletirem o risco político, voltaram a se destacar na ponta negativa. Eletrobras ON e PNB caíram 4,47% e 6,34%, nesta ordem. Banco do Brasil ON perdeu 4,95% e foi a maior perda entre os bancos. Petrobras PN terminou o dia em queda de 1,57%, aos R$ 16,33. Petrobras ON teve baixa de 0,57%, a R$ 19,27.
Na segunda-feira (4), os estrangeiros retiraram R$ 1,160 bilhão da B3. Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,76%. Com isso, o saldo de capital estrangeiro acumulado no ano está negativo em R$ 6,085 bilhões.
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