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Indústria

Notícia da edição impressa de 07/06/2018. Alterada em 07/06 às 02h00min

Produção de veículos cai 20% com paralisação

Empresas do setor deixaram de montar de 70 mil a 80 mil unidades

Empresas do setor deixaram de montar de 70 mil a 80 mil unidades


/JOSÉ PATRÍCIO/AE/JC
A produção de veículos no País registrou queda de 20,2% em maio na comparação com abril, conforme divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A greve dos caminhoneiros reduziu, segundo estimativas da entidade, em 70 mil a 80 mil unidades a produção do setor.
A produção de veículos no País registrou queda de 20,2% em maio na comparação com abril, conforme divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A greve dos caminhoneiros reduziu, segundo estimativas da entidade, em 70 mil a 80 mil unidades a produção do setor.
De acordo com a Anfavea, a expectativa é que a produção seja recuperada ao longo dos próximos dois meses. "Temos flexibilidade para trabalhar aos fins de semana, fazer hora extra", disse o presidente da entidade, Antonio Carlos Botelho Megale. Segundo ele, as fábricas retomaram a produção de veículos na última segunda-feira, mas é possível que algumas peças ainda faltem durante este mês em algumas montadoras.
A comercialização de veículos novos teve queda de 7,1% em maio na comparação com abril. Em relação a maio do ano anterior, houve alta de 3,2%. No acumulado desde janeiro, foi registrada alta de 17%, na comparação com o mesmo período de 2017. A Anfavea avalia que o impacto da greve dos caminhoneiros também foi forte sobre as vendas, com estimativa de perda de 25 mil unidades no período de paralisação, de aproximadamente uma semana.
A exportação de veículos montados teve queda de 17% em maio, na comparação com abril. Em relação a maio de 2017, foi observada queda de 17,3%. No acumulado, houve crescimento de 1,6%. A estimativa é que o País perdeu cerca de 15 mil embarques com a greve dos caminhoneiros.
"Muitos carros ficaram retidos nas fábricas, sem chegar aos portos. A gente acredita que pode recuperar (os números de exportação), pois são contratos firmados. Mas sempre há uma preocupação", disse Megale. Outro motivo de apreensão citado pelo presidente da Anfavea foi o problema cambial e o aumento de juros na Argentina, que responde por 76% dos embarques brasileiros.
Megale acredita que as medidas tomadas pelo governo federal para controlar a greve dos caminhoneiros ocorreram num momento difícil. "Mas acredito que (o governo) está estudando novas fórmulas. Não faz sentido a Petrobras ter prejuízo, após a recuperação importante", disse. O presidente da Anfavea defende a previsibilidade nos preços do combustível, mas é contra o subsídio do diesel.
Apesar do reflexo negativo da greve, as previsões de resultados para o final do ano foram mantidas. Megale informou que uma revisão dos valores deve ser feita no próximo mês, quando as montadoras tiverem uma ideia melhor de suas perdas. A estimativa de aumento na produção é de 13,2%; na comercialização, de 11,7%; e quanto às exportações, espera-se alta de 5%.