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Cultura

- Publicada em 20 de Junho de 2022 às 03:00

Romantismo roqueiro entre amigos

Gustavo Kaly, Frank Jorge, Wander Wildner e a banda Pata de Elefante apresentam seus novos trabalhos e relembram clássicos em noite de shows no Bar Opinião

Gustavo Kaly, Frank Jorge, Wander Wildner e a banda Pata de Elefante apresentam seus novos trabalhos e relembram clássicos em noite de shows no Bar Opinião


montagem sobre fotos de Gustavo Kaly/Divulgação/jc, Victor Hugo Cecatto/DIVULGAÇÃO/JC, Fernanda Chemale/Divulgação/JC e Raul Krebs/Divulgação/jc
Adriana Lampert
Reconhecidos na cena rock gaúcha e nacional e com trajetórias pessoais e profissionais entrelaçadas, os amigos Wander Wildner, Frank Jorge, Gabriel Guedes (Pata de Elefante) e Gustavo Kaly formam a trupe do projeto Os Últimos Românticos do Sul do Mundo, evento marcado para ocorrer no Bar Opinião (rua José do Patrocínio, 834) a partir das 21h30min desta sexta-feira.

Reconhecidos na cena rock gaúcha e nacional e com trajetórias pessoais e profissionais entrelaçadas, os amigos Wander Wildner, Frank Jorge, Gabriel Guedes (Pata de Elefante) e Gustavo Kaly formam a trupe do projeto Os Últimos Românticos do Sul do Mundo, evento marcado para ocorrer no Bar Opinião (rua José do Patrocínio, 834) a partir das 21h30min desta sexta-feira.

Somando características em comum, como o fato de terem mantido sua produção musical mesmo durante o período crítico da pandemia de Covid-19, eles unem forças para mostrar ao público de Porto Alegre os resultados de seus trabalhos mais recentes. Como não poderia deixar de ser, o repertório dos quatro shows que acontecem nesta noite também será composto por canções marcantes para os fãs dos artistas.

A programação inicia com a apresentação do compositor catarinense Gustavo Kaly, ex-integrante da banda Stuart e do grupo folk Os Últimos Românticos da Rua Augusta. Radicado em Barcelona, para onde se mudou há sete anos, o músico desembarca na Capital gaúcha a convite de Wander Wildner (idealizador do evento), que tornou conhecida duas das canções de Kaly que serão relembradas na noite: Um bom motivo e Boas notícias. Ele adianta que dividirá seu show em dois momentos: na primeira parte, deve tocar músicas que lançou nos últimos anos, de discos que estão em plaformas de streaming, a exemplo de Preguiça Tropical e Fake Freedom as a Placebo. "Este último álbum eu gravei durante a pandemia, em casa. É mais intimista, experimentei coisas novas. Eu canto as músicas em inglês e algumas em espanhol", comenta o compositor.

A outra metade do show de Kaly contará com participações individuais de Guedes, Frank Jorge e Wildner. "O Gabriel vai contribuir com seus arranjos de guitarra, nada menos que geniais; Frank vai cantar canções minhas e eu e o Wander vamos apresentar cinco ou seis músicas que gravamos juntos, inclusive as de um disco que pretendemos lançar até o final deste ano, que já tem dois singles gravados", emenda o compositor.

Na sequência, Wildner permanece no palco para apresentar algumas músicas de seu disco mais recente, Coração Selvagem (totalmente produzido durante a pandemia), além de alguns clássicos de sua carreira. "O público vai ouvir um apanhado de músicas que me representam neste momento, o que inclui algumas conhecidas junto com as mais novas", destaca o artista, que tem um repertório vasto de 13 discos com canções inéditas. "Aliás, o que nos une (os músicos que irão se apresentar nesta noite) é que todos estamos em 2022: seguimos compondo, trabalhando, sempre na atividade", reforça o vocalista.

"Vai ter um momento em que chamo o Gustavo para tocar também", avisa o eterno rei do 'punk brega', termo inventado por Wildner no período em que estava escrevendo as letras de seu primeiro disco solo, Baladas Sangrentas. "O termo pegou, porque o mercado gosta de dar nome para tudo, e o punk brega virou um personagem meu", observa o cantor, que, além de ser músico, também é ator. "Eu sou um cara de coração selvagem, e é isso que as pessoas vão ver no show", complementa Wildner.

Ele explica que a junção com os outros artistas tem também um pouco de estratégia, com mais de uma atração na mesma noite, ao mesmo tempo em que "atende à necessidade das pessoas de se encontrarem e curtirem a mesma música". "Isso é muito bacana, e acho que com a pandemia a gente começou a dar mais valor para os encontros. Vai ser massa!".

Frank Jorge, por sua vez, avisa que vai mostrar seu repertório "açucarado e crocante", que inclui músicas feitas durante a pandemia. Ele sobe ao palco com sua banda (composta ainda por Alexandre Birck na bateria e Régis Sam no baixo) reforçada com naipe de sopros (Carlos Mallmann no trombone, Joca Ribeiro no trompete e Gustavo Muller no saxofone). "Estou bem contente de poder levar a formação de sopros para um lugar que tem estrutura, acho que fica mais legal para o público e é uma motivação para mim. É algo que soma diferente, ter uma mini orquestra na banda", comenta o cantor, guitarrista e compositor.

O show deve incluir alguns sucessos da Graforréia Xilarmônica, como Amigo Punk e Nunca Diga, e novidades, como seu primeiro single de 2022, Quanto, uma disco music que propõe uma reflexão sobre números de seguidores em mídias sociais digitais, cifras, preços e valores das coisas na sociedade.

Afirmando estar "muito feliz de voltar a tocar com amigos", Frank Jorge ressalta que admira e acompanha o trabalho dos outros músicos que formam o projeto Os Últimos Românticos do Sul do Mundo. "O Wander, por exemplo, é uma grande referência: admiro muito o jeito como ele conduz sua trajetória e como empreende sua produção, sempre gerando novos conteúdos. É o tipo de conduta como artista que me inspira muito", destaca.

O show de encerramento da noite fica por conta da banda Pata de Elefante, que vai tocar aproximadamente 17 temas instrumentais. Gabriel Guedes garante que, além dos clássicos "para o público matar a saudade", serão apresentadas diversas músicas inéditas, que farão parte do próximo disco do grupo, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano pelo selo Worldhaus Music. "Os últimos shows que fiz antes da pandemia foram com estes caras (Frank, Wander e Gustavo)", comenta o guitarrista, concordando com a expectativa da produção de que seja uma noite memorável.

 

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