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Cultura

- Publicada em 05 de Abril de 2022 às 17:16

Clássico de Oscar Wilde, 'De Profundis' chega aos palcos do Teatro Bruno Kiefer na CCMQ

Durante o primeiro encontro de 2022 será apresentada ao vivo uma versão pocket do monólogo "De Profundis: Epistola in Cárcere et Vinculis", encenado por Elison Couto

Durante o primeiro encontro de 2022 será apresentada ao vivo uma versão pocket do monólogo "De Profundis: Epistola in Cárcere et Vinculis", encenado por Elison Couto


ADRIANA MARCHIORI/DIVULGAÇÃO/JC
Redigida sob forma de carta na Prisão de Reading, em Londres, a obra póstuma De Profundis, de Oscar Wilde, chega aos palcos do Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736) nesta quinta-feira (7), às 20h, e se estende ainda para mais três dias seguidos de apresentação (8, 9 e 10). Os ingressos inteiros custam R$ 60,00 e podem ser adquiridos no próprio local.
Redigida sob forma de carta na Prisão de Reading, em Londres, a obra póstuma De Profundis, de Oscar Wilde, chega aos palcos do Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736) nesta quinta-feira (7), às 20h, e se estende ainda para mais três dias seguidos de apresentação (8, 9 e 10). Os ingressos inteiros custam R$ 60,00 e podem ser adquiridos no próprio local.
Um dos mais comoventes documentos já produzidos pela literatura universal, o livro foi escrito enquanto o autor cumpria pena de prisão. Ele havia sido condenado a trabalhos forçados depois de rumoroso processo movido por John Douglas, o Marquês de Queensberry (pai do Lord Alfred Douglas), por crimes de natureza sexual.
Agora, a obra é exibida no teatro na forma de monólogo com o título De Profundis, - Epístola: In Carcere et Vinculis. Em cena, o premiado ator Elison Couto dá vida à narrativa.
Para Dilmar Messias, responsável pela dramaturgia e codiretor ao lado de Gabriel Messias (seu filho), o espetáculo tem como objetivo discutir o preconceito como uma forma de agressão às liberdades individuais. O sofrimento imposto ao escritor Oscar Wilde em função de sua relação com Alfred revela o lado cruel e nefasto da era vitoriana.
O cineasta Gabriel, que estreia como diretor nessa montagem, diz que a experiência de dividir a função com o pai foi única. Segundo ele, conseguiram ao longo do processo acomodar as diferentes visões, convencendo um ao outro do que cada um queria.
Encenando pela primeira vez um texto de Wilde, Couto também não esconde o seu entusiasmo com o trabalho. Ele diz que, desde o momento em que recebeu o primeiro tratamento do texto, sabia que tinha algo muito poderoso nas mãos, por isso se jogou de cabeça na oportunidade. Para ele, a composição de um personagem é sempre resultado de um mosaico montado pelo ator.
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