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Patrimônio

- Publicada em 08/10/2021 às 22h13min.

Furto de cabos de energia ameaça documentos do Arquivo Histórico de Porto Alegre

Arquivo Histórico Moysés Vellinho guarda documentos datados há mais de três séculos

Arquivo Histórico Moysés Vellinho guarda documentos datados há mais de três séculos


Ricardo Stricher
Adriana Lampert
As portas do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho estão fechadas há quase duas semanas, após uma série de furtos de cabos de fios de cobre, que deixaram o prédio sem energia elétrica. Os bandidos levaram toda a fiação e também os disjuntores do casarão do século XIX, situado na avenida Bento Gonçalves, 112, no bairro Partenon. Segundo a diretora do espaço, Vera Lúcia Santos dos Santos, o agravante é que, sem energia não é possível utilizar os equipamentos de climatização e desumidificação necessários para garantir a conservação do acervo.
As portas do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho estão fechadas há quase duas semanas, após uma série de furtos de cabos de fios de cobre, que deixaram o prédio sem energia elétrica. Os bandidos levaram toda a fiação e também os disjuntores do casarão do século XIX, situado na avenida Bento Gonçalves, 112, no bairro Partenon. Segundo a diretora do espaço, Vera Lúcia Santos dos Santos, o agravante é que, sem energia não é possível utilizar os equipamentos de climatização e desumidificação necessários para garantir a conservação do acervo.
Datada desde 1764, a documentação precisa de cuidados especiais, refrigeração e controle de umidade e temperatura durante 24 horas, detalha Vera. "Sem isso, há risco de surgimento de mofo e traças". Para evitar maiores problemas em relação aos documentos históricos e de grande importância para a preservação da memória da Capital, a direção do Arquivo Moysés Vellinho optou por cancelar os atendimentos a pesquisadores, que vinham ocorrendo durante às terças e quintas-feiras. "É melhor nem manusear, enquanto não tiver energia elétrica para o controle da temperatura", explica Vera.
Ela, outro servidor do Arquivo e quatro servidores da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) que estavam trabalhando de forma presencial agora estão em home-office até que seja solucionada a questão da luz no casarão. "Além de nós, também o pessoal da limpeza e portaria ocupam o prédio atualmente", detalha Vera. No entanto, segundo ela, nunca houve um funcionário que faça a segurança no local. "Este problema será resolvido, e em breve o Arquivo Histórico contará com guarda armada", garante o secretário municipal de Cultura (SMC), Gunter Axt.
Segundo o titular da SMC, a atual gestão herdou os prédios da Cultura todos sem segurança noturna e com os contratos de portaria e de limpeza reduzidos em função da pandemia. "Uma das coisas que estamos fazendo é retomar esses contratos, inclusive porque os espaços estão sendo ocupados novamente." Axt confirma que não havia contrato para segurança armada. "Por isso, foi preciso montar uma licitação, o que levou um tempo, mas aconteceu; atualmente, a empresa está na fase de entregar a documentação pertinente." Essa providência ocorreu antes do episódio de furtos de cabos de energia no Moysés Vellinho, destaca Axt.
"Tão logo começaram os primeiros registros de vandalismo nos prédios da Cultura, tomamos essa iniciativa, com o apoio do prefeito Sebastião Melo, que está inclusive garantindo suplementações ao orçamento da pasta para que ocorram essas contratações", observa o secretário. Segundo ele, a guarda armada deve chegar ao Arquivo Histórico até o final do mês. "Não é possível definir uma data certa, mas a ideia é que seja antes de 30 dias."
"De fato, precisa vigilância para que estas invasões acabem, por enquanto foi solicitado reforço da Guarda Municipal", emenda o diretor de Patrimônio e Memória da SMC, Nelson Boeira. Ele ressalta que, inclusive, graças à ronda um dos dois homens que furtaram os cabos foi preso.
Conforme o superintendente interino da Guarda Municipal na Área Partenon, Paulo Ricardo Machado, a equipe que estava de serviço na noite desta quarta-feira (06), encontrou a dupla - que já havia levado alguns cabos na noite do dia 28 de setembro -, roubando o restante da fiação.
"Eles haviam iniciado o serviço durante à tarde", explica Vera, contabilizando que, com esta, foi a terceira vez que os furtos aconteceram em um intervalo de pouco mais de dez dias. "Temos que fazer a ronda, então não tem como permanecer ali o tempo todo", justifica Machado.
Boeira reforça que a "já foram feitas as identificações do que é necessário para retomada da energia elétrica". Dentre os encaminhamentos, uma equipe de engenheiros da Secretaria de Obras e Infraestrutura de Porto Alegre (SMOI) esteve no local fazendo vistoria para a colocação de novos disjuntores e cabos. A estimativa é que ainda seja necessário aguardar mais dez dias (com o casarão do Arquivo sem energia elétrica) até que isso aconteça.
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