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CINEMA

- Publicada em 13h17min, 13/07/2021. Atualizada em 13h30min, 13/07/2021.

Festival de Gramado não terá troféus individuais na 49ª edição, daqui a um mês

Longa 'A primeira morte de Joana', da gaúcha Cristiane Oliveira, concorre na mostra nacional

Longa 'A primeira morte de Joana', da gaúcha Cristiane Oliveira, concorre na mostra nacional


OKNA/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline Zatt da Silva
São muitas as novidades do 49º Festival de Cinema de Gramado, divulgadas em coletiva no final da manhã desta terça-feira (13), transmitida pela TVE. Pelo segundo ano consecutivo, o evento contará com exibição das mostras e eventos paralelos pelo Canal Brasil, TVE e site do festival, em razão da pandemia. A função começa daqui a 30 dias, em 13 de agosto, até dia 21, seguindo os moldes implementados na edição anterior, que foi pioneira no Brasil ao mesclar o digital com a televisão.
São muitas as novidades do 49º Festival de Cinema de Gramado, divulgadas em coletiva no final da manhã desta terça-feira (13), transmitida pela TVE. Pelo segundo ano consecutivo, o evento contará com exibição das mostras e eventos paralelos pelo Canal Brasil, TVE e site do festival, em razão da pandemia. A função começa daqui a 30 dias, em 13 de agosto, até dia 21, seguindo os moldes implementados na edição anterior, que foi pioneira no Brasil ao mesclar o digital com a televisão.
O primeiro anúncio que chamou atenção foi que o festival não terá os tradicionais agraciados com os Troféus Oscarito, Cidade de Gramado, Eduardo Abelin e Kikito de Cristal. Segundo a secretária de Turismo da cidade, Rosa Helena Volk (que também é a presidente da Gramadotur, autarquia responsável pelo evento), e o curador Marcos Santuario, a decisão respeita o momento difícil da sétima arte no País e, neste ano, será uma única grande homenagem coletiva a todos os profissionais da cadeia do audiovisual brasileiro. 
Presente na abertura da transmissão, o prefeito Nestor Tissot destacou o caráter de longevidade e de realização ininterrupta em Gramado: "É o festival brasileiro de cinema mais tempo em atividade". Rosa Helena, que apresentou a 6ª edição do evento e já havia assumido a Secretaria Municipal de Turismo em 2011, complementou: "Gramado não vive sem o festival. O gramadense ama o festival de cinema. A cidade tem uma dívida com ele; a mídia espontânea que o evento dá em 10 dias é três vezes maior que a do Natal Luz".
Rosa Helena ainda afirmou, com satisfação, que neste ano, dentro do Gramado Film Market, na 49ª edição do festival, enfim será lançada a Gramado Film Comission, um desejo antigo, viabilizado em parceria com a Secretaria de Cultura da cidade. 
Por sua vez, André Sady, diretor de programação Canal Brasil, participou remotamente da coletiva e afirmou: "Ouvir dizer que o Canal Brasil é a tela oficial do Festival de Gramado pela segunda vez é uma grande honra. A gente acha que o lugar de festival de cinema é na sala de cinema, mas sabemos que fica restrito a um público. Por outro lado, temos números: 900 mil pessoas passaram pelo canal durante a cerimônia de premiação no ano passado, e quase dois milhões pelos filmes enquanto estavam sendo exibidos. Democratizar o acesso a esses longas é uma coisa muito bonita, sem atrapalhar a carreira comercial de cada um".

Programação de 2021 dá destaque ao Rio Grande do Sul

A programação para os assinantes do Canal Brasil (curtas nacionais serão exibidos pelo serviço de streaming Canal Brasil Play) e espectadores da TVE (que exibe os curtas gaúchos e debates) está das melhores para acompanhar o Festival de Cinema de Gramado deste ano. A seleção dos filmes entre um total de 893 inscritos, oriundos de 10 países e 16 estados do País, promete.
E, neste ano, as produções realizadas no Rio Grande do Sul chegam com força na competição. Prova disso é a seleção de A primeira morte de Joana, da diretora gaúcha Cristiane Oliveira, entre os sete longas nacionais. O título teve estreia mundial em janeiro em um festival na Índia e foi premiado nos Estados Unidos em abril.
Na mostra nacional de curtas, há dois representantes do Estado: Desvirtude, de Gautier Lee, e Eu não sou um robô, de Gabriela Lamas - este último também integra a Mostra Gaúcha, que segue plural, com títulos de diferentes cidades do Estado, realizados pela nova geração de cineastas e também por diretores experientes.
A mostra nacional de longas tem demais produções do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Paraná (com o diretor Aly Muritiba, figura constante em Gramado). Com diversidade de gêneros, a seleção traz atores e atrizes com trajetória consolidada no cinema brasileiro. "Já temos um filme feito na pandemia (Álbum em família, de Daniel Belmonte, diretor de Caso Evandro). São temáticas que vão mobilizar discussões importantes no universo cinematográfico e no contexto que estamos vivendo", afirma o curador Marcos Santuario.
Os quatro filmes estrangeiros deste ano vêm de Chile, Uruguai, Bolívia e Argentina. "Há drama, thriller, comédia e policial, com respostas atuais a situações. Todos são inéditos no continente, estiveram em festivais e foram premiados fora da América Latina", complementa Santuario. "Composição é difícil sempre, tem coisa muito boa e que deve ser vista que fica fora da janela de Gramado."
Há novidades também entre os longas gaúchos, que nesta edição se chama Mostra Sedac/Iecine e terá somente três concorrentes: A Colmeia, de Gilson Vargas; Cavalo de Santo, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez, e Extermínio, de Mirela Kruel.
A curadoria foi feita por Leonardo Bonfim, que detalhou: "Foi um processo de seleção difícil, com maior número de inscrições e redução do número de filmes a serem escolhidos, mas acredito que seja um panorama bem interessante da produção atual aqui do Rio Grande do Sul. Os três filmes - dois documentários e uma ficção - lidam, de alguma forma, com premissas relacionadas à perseguição, à ameaça, ao medo, mas que encontram, em suas diferentes realidades, possibilidades de resistência, da celebração da vida".
A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, e o diretor do Instituto Estadual de Cinema, Zeca Brito, enviaram um vídeo para a transmissão da coletiva. Beatriz ressaltou que neste ano o Governo do Estado estará mais presente do que nunca. Brito afirmou que haverá surpresas para os longas realizados no Estado, com premiações (com valores em dinheiro em diversas categorias) e reconhecimentos de trajetória, além da realização de uma mostra acessível de filmes.

Confira todos os filmes selecionados

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
  • A primeira morte de Joana (RS), de Cristiane Oliveira
  • A suspeita (RJ), de Pedro Peregrino
  • Álbum em família (RJ), de Daniel Belmonte
  • Carro Rei (PE), Renata Pinheiro
  • Homem Onça (RJ), de Vinícius Reis
  • Jesus Kid (PR), de Aly Muritiba
  • O novelo (SP), de Claudia Pinheiro

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS
  • Gran Avenida (Chile), de Moises Sepulveda (o mesmo de Las analfabetas, vencedor no festival em 2014)
  • La teoría de los vidrios rotos (Uruguai, Brasil e Argentina), de Diego Fernández Pujol - com assinatura da gaúcha Okna Produções e participações dos atores Roberto Birindelli e Cesar Troncoso
  • Planta permanente (Argentina e Uruguai), de Ezequiel Radusky
  • Pseudo (Bolívia), de Gory Patiño (o mesmo de Muralla, exibido em Gramado em 2019) e Luis Reneo

CURTAS BRASILEIROS
  • A Beleza de Rose (CE), de Natal Portela
  • A Fome de Lázaro (PB), de Diego Benevides
  • Animais na Pista (PB), de Otto Cabral
  • Aonde vão os Pés (PR), de Débora Zanatta
  • Da janela vejo o mundo (PR), de Ana Catarina Lugarini
  • Desvirtude (RS), de Gautier Lee
  • Entre nós e o mundo (SP), de Fabio Rodrigo
  • Eu não sou um robô (RS), de Gabriela Lamas
  • Fotos privadas (RJ), de Marcelo Grabowsky
  • Memória de quem (não) fui (RJ), de Thiago Kistenmacker
  • O que há em ti (SP), de Carlos Adriano
  • Per Capita (PE), de Lia Leticia
  • Quanto Pesa (MA), de Breno Nina
  • Stone Heart (AM), de Humberto Rodrigues

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS
  • Jardim das Horas (Porto Alegre), de Matheus Piccoli
  • Cacicus (Santa Cruz do Sul), de Bruno Cabral e Gabriela Dullius
  • Era uma Vez… uma Princesa (Porto Alegre), de Lisiane Cohen
  • Depois da meia-noite (Caxias do Sul), de Mirela Kruel
  • Para colorir (Porto Alegre), de Juliana Costa
  • Um dia de primavera (Porto Alegre), de Lisi Kieling
  • Nave Mãe (Sapucaia do Sul), de Gisa Galaverna e Wagner Costa
  • Rota (São Leopoldo), de Mariani Ferreira
  • Tormenta (Porto Alegre), de Emiliano Cunha e Vado Vergara
  • Não sou eu (Porto Alegre), de Theo Tajes
  • Comboio pra Lua (Pelotas), de Rebeca Francoff
  • (Porto Alegre), de Thais Fernandes
  • Tom (Porto Alegre), de Felippe Steffens
  • Solilóquio (Porto Alegre), de Marcelo Stifelman
  • Nilson filho do campeão (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel
  • Eu não sou um robô (Porto Alegre), de Gabriela Lamas
  • Desvirtude (Porto Alegre), de Gautier Lee
  • Noite Macabra (Canoas), de Felipe Iesbick
  • Love do Amor (Restinga Sêca), de Fabrício Koltermann
  • Isso me faz pensar (Porto Alegre, de Hopi Chapman
  • Brecha (Pelotas), de Helena Thofehrn Lessa
  • Rufus (São Leopoldo), de Eduardo Reis
  • Hora feliz (Porto Alegre), de Alex Sernambi
  • Trem do Tempo (Pelotas), de Vitor Rezende Mendonça

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS
  • A Colmeia (Porto Alegre), de Gilson Vargas
  • Cavalo de Santo (Porto Alegre), de Mirian Fichtner e Carlos Caramez
  • Extermínio (Cachoeira do Sul), de Mirela Kruel
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