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literatura

- Publicada em 17h35min, 20/07/2021.

Tarantino estreia na literatura com livro inspirado no roteiro do último longa

'Era uma vez em Hollywood' chega ao mercado brasileiro pela editora Intrínseca

'Era uma vez em Hollywood' chega ao mercado brasileiro pela editora Intrínseca


Art Streiber/INTRINSECA/DIVULGAÇÃO/JC
No mercado cultural, o mais comum é filmes serem adaptações de histórias publicadas em livro. Mas o premiado cineasta de gênero Quentin Tarantino inova agora, estreando na literatura com uma obra inspirada em um filme seu. Com Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, Era uma vez em... Hollywood venceu duas estatuetas do Oscar 2020.
No mercado cultural, o mais comum é filmes serem adaptações de histórias publicadas em livro. Mas o premiado cineasta de gênero Quentin Tarantino inova agora, estreando na literatura com uma obra inspirada em um filme seu. Com Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, Era uma vez em... Hollywood venceu duas estatuetas do Oscar 2020.
Tarantino cresceu lendo as populares novelizações de filmes dos anos 1970, um gênero literário tantas vezes marginalizado, mas igualmente cultuado pelo grande público. Natural que o premiado diretor norte-americano escolhesse este formato na hora de escrever seu primeiro romance, baseado no longa.
Com tradução André Czarnobai e com o mesmo título, Era uma vez em Hollywood chegou às livrarias brasileiras pela Intrínseca (560 págs., R$ 49,90 impresso e R$ 34,90 em e-book), em data comum ao lançamento da edição norte-americana. Em julho, o título será distribuído como brinde aos assinantes do Intrínsecos, o clube de livros da Intrínseca.
No romance, Tarantino expande a trama principal e amplia o universo dos personagens, criando soluções diferentes e novos cenários. O texto fluente é pontuado por inúmeras pérolas sobre os bastidores da década de ouro do cinema e também pelo inegável talento do diretor em criar diálogos hilários, sempre ricos em referências. “Estou animado em explorar ainda mais meus personagens e seu mundo numa empreitada literária que quem sabe pode servir de companhia para sua versão cinematográfica”, declarou o diretor à revista online Deadline, com conteúdo voltado para a indústria do entretenimento, em novembro de 2020.
No enredo, após uma década de trabalho mediana, o ator Rick Dalton (personagem de DiCaprio) acha difícil engolir a ideia de que a indústria cinematográfica passa muito bem sem ele. Sentindo que sua carreira está cada vez mais próxima do fim e mergulhado em uma crise existencial, o astro em decadência está disposto a se submeter ao lobby cruel de Hollywood para tentar adiar sua ruína profissional. Para isso, vai cogitar uma investida no cinema italiano, encarnar um vilão controverso em uma série de faroeste e aceitar conselhos profissionais de uma respeitada atriz de oito anos de idade.
Cliff Booth (interpretado por Brad Pitt), seu dublê e melhor amigo, também começa a perder oportunidades, mas não necessariamente por causa do declínio do chefe. Booth, que pode ter matado sua mulher e escapado da cadeia, é visto como assassino por quase todas as equipes em quase todos os sets de filmagem de Los Angeles. Mas o condecorado veterano da Segunda Guerra Mundial segue manobrando seu destino pelas curvas de Hollywood Hills, em meio às hordas de hippies, que em 1969 estão por toda a cidade à procura de restos de comida, pedindo carona, invadindo propriedades e nem sempre pregando a paz e o amor. Um certo grupo de adolescentes liderado por um fracassado aspirante a astro do rock vem espalhando destruição e ódio. Quando o caminho das seguidoras de Charlie Manson cruzar com o de Dalton e Booth, o resultado poderá arruinar para sempre a vida de alguns personagens e salvar a vida de pessoas reais.
Tarantino é um dos maiores expoentes do cinema de sua geração. A sua assinatura está em filmes que adquiriram o status de clássicos, entre eles Cães de aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill, Bastardos inglórios e Django livre. Ele recebeu dois Oscars de Melhor Roteiro Original e seu filme mais recente Era uma vez em... Hollywood (2019) foi indicado a cinco Globos de Ouro, dez BAFTAs e dez Oscars. Atualmente, o diretor vive em Tel Aviv com a esposa Daniella Pick e seu primeiro filho, Leo.
Ao final da obra, o autor agradece à esposa e ao filho, além dos atores veteranos que lhe contaram "histórias extraordinárias desse período": Bruce Dern, David Carradine, Burt Reynolds, Robert Blake, Michael Parks, Robert Forster e especialmente Kurt Russell. E, na abertura, ele reforça que, apesar de fazer referência a eventos e pessoas reais, o romance é uma ficção.
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