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literatura

- Publicada em 21h53min, 03/12/2020. Atualizada em 22h30min, 03/12/2020.

Arquipélago Editorial lança no Brasil livro da ativista alemã Carola Rackete

Ela era capitã do navio de salvamento humanitário Sea-Watch 3 que atracou em Lampedusa

Ela era capitã do navio de salvamento humanitário Sea-Watch 3 que atracou em Lampedusa


ARQUIPÉLAGO EDITORIAL/DIVULGAÇÃO/JC
O livro da ativista ambiental alemã Carola Rackete, É hora de agir - Um apelo à última geração  (Arquipélago, 1925 páginas, R$ 49,90), chega ao Brasil com publicação pelo selo gaúcho Arquipélago Editorial, tendo apresentação da jornalista Eliane Brum. A obra estará nas livrarias a partir desta quinta-feira (3), já à venda no site da editora por R$ 39,90.
O livro da ativista ambiental alemã Carola Rackete, É hora de agir - Um apelo à última geração  (Arquipélago, 1925 páginas, R$ 49,90), chega ao Brasil com publicação pelo selo gaúcho Arquipélago Editorial, tendo apresentação da jornalista Eliane Brum. A obra estará nas livrarias a partir desta quinta-feira (3), já à venda no site da editora por R$ 39,90.
Carola ficou bastante conhecida em 2019, por ter burlado um bloqueio migratório e atracado sem autorização num porto italiano para levar 40 migrantes resgatados no mar Mediterrâneo até um porto seguro. No livro, ela conta essa história e faz várias conexões pertinentes com a crise climática e as relações políticas internacionais.
Em junho do ano passado, a alemã comandava o navio de salvamento humanitário Sea-Watch 3 e decidiu ignorar a proibição do governo da Itália e levar 40 pessoas a Lampedusa. A ousadia de colocar a vida de seres humanos em primeiro lugar, desafiando a política migratória do país do sul europeu, levou a ativista a ser detida assim que desembarcou e o nome de Carola Rackete a ocupar as manchetes internacionais.
Os passageiros sofriam traumas físicos e emocionais pelo longo e precário processo de migração informal. Carola tentou por duas semanas viabilizar soluções junto a autoridades europeias. O tempo corria, as condições pioravam, e a capitã só viu essa alternativa. Com prefácio da ambientalista do Chade Hindou Oumarou Ibrahim, o livro vai além do simples relato da história que instigou o mundo, fazendo associações entre a questão dos refugiados, a catástrofe ambiental e uma crise de justiça internacional.
A narrativa alterna passagens em primeira pessoa sobre as expedições da ativista no Ártico e na Antártida e as missões humanitárias no Mar Mediterrâneo, com trechos informativos ricos em dados e projeções sobre a degradação climática e a maneira como as autoridades e a sociedade civil estão assimilando e lidando com a situação. Consciente de abordar uma temática difícil, Carola conduz o leitor pelas páginas propondo um encontro realista com o cenário, reforçando as estratégias de ação para mudá-lo. Os lucros obtidos com a venda da obra em todo o mundo serão doados para a Associação borderline-europe, que luta pelos direitos dos refugiados.
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