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cinema

- Publicada em 21h21min, 22/10/2020.

Iecine comemora inscrições para festival e projeta criação de mostra estudantil

Evento ocorre de 20 a 27 de novembro, como parte da programação do Mês da Consciência Negra

Evento ocorre de 20 a 27 de novembro, como parte da programação do Mês da Consciência Negra


MARCIO LYOLI/DIVULGAÇÃO/JC
A Comissão Organizadora do 1º Festival Cinema Negro em Ação, realizado pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e pelo Instituto Estadual de Cinema (Iecine), instituições da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), divulgou o balanço dos concorrentes inscritos.
A Comissão Organizadora do 1º Festival Cinema Negro em Ação, realizado pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e pelo Instituto Estadual de Cinema (Iecine), instituições da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), divulgou o balanço dos concorrentes inscritos.
O festival, que ocorre de 20 a 27 de novembro, como parte da programação do Mês da Consciência Negra, recebeu 280 produções nas categorias videoclipe, videoarte, curta-metragem e longa-metragem em formato digital. Computando as produções com direção coletiva, a premiação será disputada por 314 realizadores negros e negras de diversos Estados, do Distrito Federal, de Cabo Verde e de Portugal.
Integra a programação do festival o Encontro Mercado e Oportunidades, com players convidados, dentre os quais a plataforma Netflix. O evento selecionará 14 projetos em desenvolvimento de séries e longas-metragens que receberão o selo Cinema Negro em Ação e serão apresentados para os realizadores. Para o encontro, houve 29 inscrições de 17 mulheres e 12 homens de cinco Estados.
A comissão organizadora destaca a quantidade e abrangência das inscrições e a repercussão do evento. “O festival já é a maior ação afirmativa realizada no audiovisual gaúcho. Um marco histórico para a Sedac, que busca ampliar o diálogo com a sociedade e dar espaço para que novos realizadores apresentem suas obras e visões de mundo”, observa o diretor do Iecine, Zeca Brito.
“É muito gratificante ver a potência do nosso audiovisual. Nessa primeira edição, tivemos trabalhos 309 inscritos, somando as produções da mostra competitiva e os participantes do Encontro Mercado e Oportunidades. Contamos com a confiança desses realizadores negros em compartilhar conosco o seu bem mais precioso, as suas obras. Queremos realizar este intercâmbio entre as produções e o público, ampliando cada vez mais os nossos horizontes”, projeta a cineasta gaúcha Camila de Moraes, idealizadora e curadora do festival.
O diretor da CCMQ, Diego Groisman, salienta a importância do evento no sentido de promover a igualdade, a valorização e a preservação da cultura negra, por meio da produção audiovisual. "Esse festival se encaixa perfeitamente com as diretrizes que pretendemos para as políticas culturais na Casa de Cultura, buscando sempre dar voz às minorias do poder na tentativa de equiparar as oportunidades entre todos e todas", complementa.

Seleção e exibição

A curadoria do festival anunciará até 5 de novembro as obras selecionadas. Entre 20 e 27 de novembro, serão apresentadas 20 horas de programação na grade da TVE-RS, canal 7.1, em uma ação afirmativa inédita. As produções também poderão ser conferidas no Brasil e no exterior pelas redes sociais da Casa de Cultura Mario Quintana e do Iecine, bem como pela plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Perfil dos inscritos

Categoria longa-metragem

• 15 obras
• Direção de duas mulheres e 15 homens
• Procedência: Bahia, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo

Categoria videoclipe

• 43 obras
• Direção de 20 mulheres e 30 homens
• Procedência: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo

Categoria curta-metragem

• 184 obras
• Direção: 77 mulheres e 127 homens (algumas produções têm assinatura coletivas)
• Procedência: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe, Tocantins, Portugal e Cabo Verde.

Categoria videoarte

• 38 obras
• Direção: 21 mulheres e 22 homens
• Procedência: Bahia, Goiás Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Portugal

Mostra Regional Estudantil é meta para 2021

Zeca Brito trabalha pela ação afirmativa e alfabetização no audiovisual gaúcho
Zeca Brito trabalha pela ação afirmativa e alfabetização no audiovisual gaúcho
DANIELA BERMUDEZ/DIVULGAÇÃO/JC
O diretor do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), Zeca Brito, reuniu-se na tarde desta quinta-feira (22) com representantes de festivais e mostras de cinema estudantil do Rio Grande do Sul e representantes da 36ª Coordenadoria Regional de Educação, do Núcleo de Tecnologia Educacional de Guaíba, da Associação de Amigos do Iecine, Núcleo de Alfabetização Audiovisual de Porto Alegre, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), IV Congresso Brasileiro de Produção de Vídeo Estudantil e salas de cinema, entre outros. Organizado pelo professor Josias Pereira (UFPel), o encontro teve como objetivo a criação de uma mostra regional de cinema estudantil no Estado.
O Iecine demonstrou interesse em apoiar e incentivar a realização de evento na Cinemateca Paulo Amorim e espaços da Sedac-RS, que contemple toda a diversidade da produção audiovisual escolar gaúcha. O objetivo é reunir diversas mostras de festivais estudantis no Interior, como Guaíba, Alvorada, Pelotas, Cachoeira do Sul, Santa Maria e Ijuí.
Os presentes analisaram o cenário da produção audiovisual estudantil e do circuito de festivais diante da pandemia, concluindo que a realidade os une, uma vez que todos passam pelas mesmas dificuldades e desafios. 
“A ideia é criar um evento que possa refletir sobre as diferentes maneiras de alfabetização audiovisual no ambiente das escolas”, afirmou Zeca Brito. A mostra está prevista para ocorrer em 2021, ainda sem data definida.
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