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música

- Publicada em 10h45min, 05/10/2020.

Pucrs realiza série de lives sobre 40 anos de carreira de Vitor Ramil

Focado na década de 1980, primeiro encontro aborda criações pioneiras do músico

Focado na década de 1980, primeiro encontro aborda criações pioneiras do músico


PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC
Nesta segunda-feira (5), às 21h, a Pucrs Cultura faz a primeira de uma série de quatro lives, divididas por décadas, abordando os 40 anos de carreira do cantor e compositor Vitor Ramil. No primeiro encontro, ele conversa com Ricardo Barberena, diretor do Instituto de Cultura da universidade, sobre os primeiros discos e as criações da década de 1980.
Nesta segunda-feira (5), às 21h, a Pucrs Cultura faz a primeira de uma série de quatro lives, divididas por décadas, abordando os 40 anos de carreira do cantor e compositor Vitor Ramil. No primeiro encontro, ele conversa com Ricardo Barberena, diretor do Instituto de Cultura da universidade, sobre os primeiros discos e as criações da década de 1980.
O bate-papo será transmitido pelo canal da Pucrs no YouTube e pelo perfil do Facebook (@pucrscultura). Nas próximas lives, o artista falará das composições e álbuns dos anos 1990, 2000 e 2010, respectivamente, nos dias 27 de outubro, 17 de novembro e 8 de dezembro.
Vitor Ramil lançou seu primeiro LP em 1981, aos 19 anos. Estrela, estrela foi gravado no Rio de Janeiro pela PolyGram e contou com arranjos de Wagner Tiso, Egberto Gismonti, Zé Roberto Bertrami, Azimuth, Jamil Joanes, Ricardo Silveira, Mauro Senise, Djalma Corrêa, Robertinho Silva, Luiz Avellar, Victor Biglione, seu irmão, Kleiton, além de seus próprios arranjos. O disco contou ainda com as participações vocais de Zizi Possi, Tetê Espíndola e do outro irmão, Kledir.
Em 1983, Ramil assinou um novo contrato com a gravadora Som Livre, desta vez para lançamento de seu segundo disco: A paixão de V segundo ele próprio. As gravações ocorreram no Rio de Janeiro e os produtores foram seus irmãos Kleiton e Kledir. Para a gravação, novamente reuniram-se músicos de ponta, alguns que já estavam em Estrela, estrela e outros novos, como Nico Assumpção, Hugo Fattoruso, Arthur Maia e Gilson Peranzzetta.
Ramil participou da produção de alguns arranjos, além de tocar violão e teclados eletrônicos. O LP contou com 20 faixas. Essa quantidade só foi possível no formato LP porque as canções eram alternadas com vinhetas (geralmente de até um minuto), tanto no lado A quando no lado B do álbum. Além da quase totalidade de canções autorais, Ramil musicou pela primeira vez em sua carreira, em versão em português, um poema de Jorge Luis Borges, Milonga de Manuel Flores.
 
Poucos anos depois, em 1986, Ramil mudou-se para o Rio de Janeiro. Nesse período, participou do projeto Pixinguinha ao lado de Zizi Possi. Conseguiu assinar um novo contrato, agora com gravadora EMI, quando começou a trabalhar no novo disco.
Os arranjos do terceiro LP, Tango, contam com a parceria da banda: Nico Assumpção, Paulinho Supekovia, Carlos Bala, Hélio Delmiro, Gilson Peranzzetta, Luiz Avellar, Dudu Tretin, Márcio Montarroyos, Léo Gandelman. Não havia arranjos orquestrais como nos discos anteriores. Havia uma maior coesão na banda. Ao contrário de A paixão..., que possuía 20 faixas, Tango tinha apenas oito canções.
Vivia-se um período no qual o rock estava no auge, especialmente com a repercussão do primeiro Rock in Rio, que tinha acontecido no ano anterior. Era o momento do surgimento e da popularização do rock nacional, entre os antecedentes musicais estava o tropicalismo.
Entretanto, o disco Tango não tinha nada de rock, além disso, trazia algumas canções experimentais, como Virda, a instrumental Nino Rota no sobrado, e as longuíssimas Joquim, versão da canção Joey, de Bob Dylan, e Loucos de cara, parceria com o irmão Kleiton Ramil. As duas últimas tinham estrutura narrativa: a primeira com oito e a segunda com seis minutos. Ainda assim, Joquim, ao contrário do que ocorria com as músicas comerciais executadas nas rádios, geralmente com duração de três a quatro minutos, foi uma das canções mais pedidas nas rádios de Porto Alegre.
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