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audiovisual

- Publicada em 13h00min, 23/07/2020. Atualizada em 20h41min, 23/07/2020.

Instituto Estadual da Secretaria da Cultura promove projeto 'Cinema negro em ação'

Diretora de 'O caso do homem errado', Camila de Moraes é curadora da programação

Diretora de 'O caso do homem errado', Camila de Moraes é curadora da programação


LOOKE/REPRODUÇÃO/JC
A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizou nesta quarta-feira (22) a primeira reunião pública de apresentação do projeto Cinema negro em ação, que prevê a realização, em 2021, de oficinas de formação em produção audiovisual, com o objetivo de promover a igualdade, a valorização e a preservação da cultura negra.
A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizou nesta quarta-feira (22) a primeira reunião pública de apresentação do projeto Cinema negro em ação, que prevê a realização, em 2021, de oficinas de formação em produção audiovisual, com o objetivo de promover a igualdade, a valorização e a preservação da cultura negra.
A iniciativa - que será realizada em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande Sul (IFRS) - Campus Viamão e terá curadoria da cineasta gaúcha Camila de Moraes - resultará na produção de curtas-metragens que terão estreia numa Mostra de Cinema Negro em Porto Alegre.
Em novembro de 2020, uma mostra prólogo do projeto exibirá pela internet filmes nacionais assinados por realizadores negros, em parceria com a Casa de Cultura Mario Quintana. A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, destaca a importância do projeto e das parcerias que a Sedac têm realizado com instituições federais, como o IFRS, e com realizadores como Camila de Moraes, que expandem os horizontes das ações da pasta: “O projeto Cinema negro em ação é um exemplo de como o Estado pode contribuir para reduzir a dívida histórica do País com a população negra”.
O diretor do Iecine, Zeca Brito, salientou a importância de ações afirmativas – uma prioridade de sua gestão à frente do Iecine: “A execução do projeto vai revisitar a cinematografia negra já existente e terá como foco principal a formação e difusão do conhecimento do suporte audiovisual como alternativa de geração de emprego e renda para as populações negras do Rio Grande do Sul”.
As ações afirmativas também foram destacadas pelo diretor do IFRS de Viamão, Alexandre Vidor: “Com o compromisso social que temos, desenvolvemos projetos que tenham esse recorte por reconhecer que o Estado brasileiro deve investir em ações afirmativas em seu agir institucional”.
Filmes, mostra e livro integram a proposta
Há 10 anos residindo em Salvador, Camila de Moraes idealizou o conteúdo do projeto Cinema negro em ação, a convite do diretor do Iecine, Zeca Brito. O programa começou a ser gestado há 11 meses e obteve o apoio da deputada federal Maria do Rosário (PT), que destinou emenda parlamentar no valor de R$ 250 mil. O IFRS ficará responsável pela execução do programa que irá contemplar, inicialmente, sete regiões do Estado: Porto Alegre, Encruzilhada do Sul, Jaguarão, Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Mostardas. O projeto prevê ainda a produção de um livro sobre a cinematografia negra brasileira.
Camila de Moraes é diretora do longa-metragem O caso do homem errado (2017, disponível na plataforma Looke). Para ela, o projeto da Sedac tem como objetivo inserir artistas e técnicos negros no mercado do audiovisual. Ela lembrou que, além das oficinas serem destinadas a este público, o conteúdo será ministrado exclusivamente por professores e cineastas negros e negras. “Este curso é para a gente começar a construir novas narrativas”, afirmou.
Também participaram da reunião as seguintes instituições: Conselho de Ações Afirmativas do Iecine, Conselho de Ações Afirmativas do IFRS Viamão, Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra OAB/RS, Grupo Negratividade, Ponto de Cultura Africanidades, além da representante do gabinete da deputada federal Maria do Rosário, Fátima Maria.
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