Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

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- Publicada em 19h32min, 13/07/2020. Alterada em 19h37min, 13/07/2020.

Benedito Saldanha, que lançou livro sobre mulheres jornalistas, morre com suspeita de Covid-19

Saldanha foi prestigiado por jornalistas na sessão de autógrafos na Feira do Livro em 2019

Saldanha foi prestigiado por jornalistas na sessão de autógrafos na Feira do Livro em 2019


PAULA COUTINHO/FACEBOOK/ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
“Para a querida Patrícia Comunello, a quem homenageio neste livro." Assim, de forma simples e carinhosa, o escritor Benedito Saldanha fez a dedicatória na primeira página do livro As Jornalistas, do qual tive a honra de participar, ao lado de mais 24 profissionais. Saldanha tinha planos de escrever o segundo volume, pois dizia que "tem muitas jornalistas para retratar a história". Infelizmente, o plano agora é memória. Benedito Saldanha morreu nesse domingo (12), após suspeita de estar com o novo coronavírus.  
“Para a querida Patrícia Comunello, a quem homenageio neste livro." Assim, de forma simples e carinhosa, o escritor Benedito Saldanha fez a dedicatória na primeira página do livro As Jornalistas, do qual tive a honra de participar, ao lado de mais 24 profissionais. Saldanha tinha planos de escrever o segundo volume, pois dizia que "tem muitas jornalistas para retratar a história". Infelizmente, o plano agora é memória. Benedito Saldanha morreu nesse domingo (12), após suspeita de estar com o novo coronavírus.  
A informação sobre a possível relação com a pandemia foi noticiada pelo site Coletiva.net. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) divulgou nota, em seu site, informando que Benedito, que era assistente administrativo na Gerência Distrital Leste do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (Dmae) da Capital, "faleceu em casa, após afastamento do trabalho por suspeita de Covid-19". 
"Junto com familiares e amigos, sentimos com profunda tristeza a abreviação de mais uma vida neste contexto da pandemia", postou a entidade. Saldanha era servidor desde 1995.
O escritor, que era um entusiasta da literatura e um dos líderes da Sociedade Partenon Literário, que reúne adeptos das letras na Capital, pode ter sido uma das mais de mil vítimas até agora no Rio Grande do Sul. Porto Alegre somou 174 óbitos confirmados pela nova doença até a tarde desta segunda-feira (13).
Benedito já havia escrito outra obra sobre as mulheres na comunicação, com o livro As Radialistas. Na nova edição, profissionais multimídia povoaram as páginas de As Jornalistas.
Na apuração, ele fez questão de fazer a entrevista pessoalmente e anotava tudo com caneta em um caderno de estilo escolar, captando dados sobre cronologia, formação, trabalhos e momentos marcantes da profissão de cada uma das retratadas. Do Jornal do Comércio, também faz parte a editora de Política, Paula Coutinho.  
A sessão de autógrafos na Feira do Livro de 2019 foi uma das mais concorridas e demoradas, com fila que levou mais de duas horas para acabar e com esgotamento de exemplares. Para cada jornalista, Saldanha entrou um botão de rosa vermelha. A felicidade e satisfação transbordavam do escritor. Certamente, nem ele imaginava tamanha repercussão.
Na sua trajetória nas letras, o porto-alegrense publicou ainda A Mocidade do Partenon Literário, Apolinário Porto Alegre, Grandes momentos do Rádio Gaúcho (que teve três volumes), Lobo da Costa - o poeta andarilho e Luciana de Abreu. Saldanha foi presidente da Academia de Letras e Artes de Porto Alegre e criador do Jornal Revolução Cultural e do Sarau com Ritmo.
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