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Porto Alegre, domingo, 19 de julho de 2020.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 19 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 26/06/2020.
Alterada em 26/06 às 17h10min

Cinco décadas de Nilson Luiz May

 May é reconhecido como uma das principais lideranças empresariais do setor de Saúde no País

May é reconhecido como uma das principais lideranças empresariais do setor de Saúde no País


SCRIPTUM/REPRODUÇÃO/JC
Liderança duradoura (Scriptum Produções Culturais, 232 páginas), do consagrado médico, escritor e administrador Nilson Luiz Mary, nascido em Santa Cruz do Sul, em síntese, nos apresenta relatos inéditos de cinco décadas de vivências, bastidores e passagens da vida do autor, apresentando seus princípios e valores fundamentais para construção e manutenção da liderança em tempos de incertezas.
Liderança duradoura (Scriptum Produções Culturais, 232 páginas), do consagrado médico, escritor e administrador Nilson Luiz Mary, nascido em Santa Cruz do Sul, em síntese, nos apresenta relatos inéditos de cinco décadas de vivências, bastidores e passagens da vida do autor, apresentando seus princípios e valores fundamentais para construção e manutenção da liderança em tempos de incertezas.
May é presidente do Sistema Unimed Rio Grande do Sul desde 1985 e exerce também, desde 2010, a presidência da Unimed Participações SA, com sede em São Paulo. May é reconhecido como uma das principais lideranças empresariais do setor de Saúde no País.
Suas ações têm sido marcadas pela coragem, organização e imensa capacidade de aglutinar forças e pessoas. Iniciou a carreira de professor aos 14 anos, quando era estudante de ginásio. Em seu ofício literário, May já publicou sete livros e participou de 12 antologias e é membro da Academia Rio-Grandense de Letras e da Academia Sul-Riograndense de Medicina.
Neste cenário de incertezas decorrentes da pandemia do coronavírus, que coloca de joelhos sistemas, autoridades e pessoas em geral, a obra surge como um farol capaz de iluminar as diferentes etapas e desafios dos CEOs, presidentes, administradores, políticos, gestores e gerente do presente e do futuro.
Com um projeto gráfico inovador do humorista e médico gaúcho Ronaldo Cunha Dias e contando com um capítulo especial assinado pelo crítico de cinema Marcos Santuário sobre filmes e líderes, a obra tem frases como "A modernidade líquida não pode prescindir da liderança sólida", "São as ações que permanecem e não os discursos" e "O líder 4.0 deve entender de gente e das relações humanas".
Muito diferente de outras obras do gênero, Liderança duradoura não trata do tema pelo olhar de terceiros. Em primeira pessoa, May discorre, generosamente, sobre 50 anos de proeminência com narrativa forte e reveladora, a partir de bastidores e passagens inéditas de sua vida.
Num mundo pós-moderno carente de referências e de líderes consistentes, o livro vem em boa hora, para auxiliar, com fundamentos, nossa reflexão e, principalmente, nossa ação.

Os retrovisores e o para-brisa

Esse tempo louco pandemônico e pandemioso em que estamos vivendo, definitivamente, não é tema para líricos amadores. É coisa para profissionais juramentados, profiças de raiz. Haja fé, ciência, paciência e lucidez numa hora dessas. Deus e os milhares de santos e entidades que nos ajudem nessa empreitada que parece interminável como obra de antiga igreja no interior.
Sem muita originalidade, fico pensando que a vida, essa passagem tão rápida e curta, se assemelha a andar de carro pela estrada, rumo ao horizonte infinito. No carro, dois retrovisores mostram, cada um a seu modo, cenas do passado. Um deles mostra as perdas, as mortes, os acidentes, as desgraças, as quebras de bolsas e bancos, as guerras, os desentendimentos, os genocídios e todas as outras barbaridades que já rolaram nesse planeta. Amores malsucedidos, relações familiares deletérias, falências, amizades destruídas e outras tristezas aparecem no retrovisor ruim.
No outro retrovisor, estão os bons amores, casamentos, os nascimentos, as festas, as uniões, os gestos de grandeza, as descobertas bonitas das artes e das ciências, a solidariedade, o trabalho humano (talvez a parte mais linda da história universal) e tudo de bom que pessoas conseguiram fazer nessa terra, apesar dos maus instintos, das inevitáveis rupturas dos relacionamentos. No retrovisor do bem, a esperança e o amor são os protagonistas e o final tem que ser feliz, como nas velhas películas cinematográficas.
Nesses tempos de quarentena e distanciamento social, com muito tempo para observar retrovisores, alguns preferem pensar que a vida é um vale de lágrimas, uma coisa inexplicável e muito louca e aí ficam olhando para o retrovisor do mal. Alguns se fixaram no retrovisor ruim ainda na infância, quando não sorriam nas fotos e faziam caras amarradas, aferrolhando os rostos.
Alguns preferem o otimismo, achar que a vida é bela, que tudo tem lá sua explicação e seu sentido. Esses sorriem desde as maternidades, dão a mão para a alegria e até riem de suas próprias desgraças e defeitos. Esses são felizes, mesmo sabendo que a felicidade é fugaz, frágil e que ali na esquina está o próximo desastre.
Claro que muitos olham para os dois retrovisores, tentam buscar a paz e a serenidade em meio aos doces e amargos da vida, em meio a vida e à morte, em meio aos altos e baixos. Há quem critique os equilibrados, chamando-os de mornos e outras expressões desse quilate.
Retrovisores da vida e da morte, da alegria e da tristeza, da pobreza e da riqueza e os olhos pulam para cá e para lá, estonteados. Numa hora de pandemia talvez seja melhor lembrar as pessoas e as coisas boas, para buscar forças e ir adiante. Nada de oba-oba global ou baixo-astral geral. Dizem que a verdade está sempre no meio.
A memória é onde as coisas acontecem muitas vezes e de vez em quando é melhor mesmo inventar alguma memória, alguma pessoa ou coisa, para ir sobrevivendo. Às vezes, é melhor esquecer, desmemoriar, apagar do pensamento aqueles seres e cenas tenebrosos que entram nas noites das nossas cabeças.

A propósito...

Sim, queridos sete leitores, eu sei que lá em cima está escrito para-brisa e que essa crônica deve dizer alguma coisa sobre isso. E vai. Melhor que olhar nesse momento caótico e alarmante para retrovisores é olhar através do para-brisa e descortinar novos e bons caminhos. Não está fácil, a coisa está embaçada. Melhor ainda é a brisa no rosto de quem anda de bicicleta ou de barco, aquela brisa que parece vir lá da infância profunda. A viagem vai seguindo com bandeiras amarelas, laranjas ou vermelhas. O velho tempo não está preocupado com isso tudo e vai seguindo. E nós sonhamos com as euforias depois das crises, das guerras, como está aí na história, para quem quiser. Retrovisores e para-brisa nos interessam. (Jaime Cimenti)

Lançamentos

  • Vença! Com Alexandre de Bem - Uma administração feliz e simplificada nas empresas (Buqui, 152 páginas) traz 160 frases de amigos para ajudar os leitores a viverem melhor. Alexandre fundou a De Bem Informática, que atuou 33 anos e hoje está focada na DEBEM TV, que trata do segmento imobiliário e outros.
  • A cantiga dos pássaros e das serpentes (Rocco, 576 páginas, R$ 59,90), da celebrada escritora best-seller Suzanne Collins, é o livro prelúdio da série Jogos vorazes e explora o passado do personagem Coriolanus Snow, quando ele tinha 18 anos e se preparava para ser mentor na 10ª edição dos Jogos. Ele luta para se manter em um país distópico e ditatorial.
  • Domingo (Penalux, 224 páginas, R$ 42,00), do escritor catarinense Eduardo Sens, é uma enternecedora e cativante história sobre velhice nos dias de hoje. Um aposentado, às vésperas dos 80 anos, troca sua antiga casa pela ideia de morar em um luxuoso e grande apartamento novo, mas aí as coisas tomam rumo complicado.
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