Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Cinema

Notícia da edição impressa de 14/02/2020. Alterada em 14/02 às 17h16min

'Sonic - O filme' é uma sequência de altos e baixos

Ícone dos games, ouriço azul ganhou um longa apenas mediano

Ícone dos games, ouriço azul ganhou um longa apenas mediano


PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
Um projeto duvidoso de cerca de US$ 85 milhões, que se tornou mais problemático após o primeiro trailer (com críticas para o visual do personagem que resultaram em adiamento para que fosse alterado), Sonic - O filme finalmente chega aos cinemas. O resultado pode ser controverso, mas acaba sendo uma experiência curiosa assistir a produção.
Um projeto duvidoso de cerca de US$ 85 milhões, que se tornou mais problemático após o primeiro trailer (com críticas para o visual do personagem que resultaram em adiamento para que fosse alterado), Sonic - O filme finalmente chega aos cinemas. O resultado pode ser controverso, mas acaba sendo uma experiência curiosa assistir a produção.
Assim como o ouriço dos videogames, o longa inicia de forma acelerada, mas até em demasia. Todas as premissas da narrativa ficam "jogadas", sem uma justificativa eficiente para o motivo pelo qual Dr. Robotnik, vivido por Jim Carrey, está atrás do animal azul. A caracterização física - esta que foi alterada após as reclamações sobre o visual - e da personalidade de Sonic (voz de Ben Schwartz) ficou bem-feita.
Em certas cenas, em especial durante a primeira metade do filme, o protagonista explica da forma mais explícita possível o que está fazendo enquanto realiza a ação. Existem duas cenas em que o tempo "congela" e Sonic apresenta suas habilidades. Semelhantes ao que foi apresentado pelo personagem Mercúrio nos filmes X-Men: Dias de um futuro esquecido e X-Men: Apocalipse, tais segmentos funcionam e são bem coreografados.
Os diálogos são bem fracos e óbvios. Novamente, o início desenvolve a relação de Sonic com o policial Tom Wachowski (James Marsden) muito rápido, até com uso de trilha para desenvolver um drama sentimental que não funciona. Jim Carrey é um dos exemplos do roteiro deficitário: ele começa com uma atuação exagerada, abusando dos trejeitos, para melhorar o fraco material, mas depois acerta o timing cômico com a evolução da própria história.
Após a segunda metade, parece que outro filme tem início: as piadas eficientes, que antes podiam ser contadas nos dedos de uma mão, ficam mais engraçadas. Carrey entrega uma bela cena de humor físico dentro de seu laboratório. O melhor trecho está no núcleo de São Francisco, em que Maddie, interpretada por Tika Sumpter, está na casa de sua irmã. A atriz talvez tenha a melhor atuação de Sonic para o pouco tempo de tela de que dispõe, sendo pontual e divertida.
Para fãs do personagem, vale a pena acompanhar as cenas ao longo dos créditos. Considerando todos os problemas da produção, o resultado é positivo, mas em sua proposta como obra, Sonic é, no máximo, mediano.