Porto Alegre, domingo, 27 de setembro de 2020.
Dia Mundial do Turismo.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 27 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

música

- Publicada em 03h00min, 09/01/2020. Atualizada em 08h46min, 09/01/2020.

Cantor e compositor gaúcho Noal lança seu disco de estreia

'Bicho solto' está disponível nas plataformas digitais a partir desta sexta-feira

'Bicho solto' está disponível nas plataformas digitais a partir desta sexta-feira


VITÓRIA PROENÇA/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Noal, cantor e compositor gaúcho revelação, lança nesta sexta-feira (10) seu disco de estreia, Bicho solto (Tronco, 12 faixas, R$ 30,00), com distribuição da Tratore, nas plataformas digitais. Mesmo antes do lançamento oficial, é possível conferir alguns singles e clipes do novo trabalho no canal do artista (Noal Oficial) no YouTube ou em seu site (www.noal.art.br).
Noal, cantor e compositor gaúcho revelação, lança nesta sexta-feira (10) seu disco de estreia, Bicho solto (Tronco, 12 faixas, R$ 30,00), com distribuição da Tratore, nas plataformas digitais. Mesmo antes do lançamento oficial, é possível conferir alguns singles e clipes do novo trabalho no canal do artista (Noal Oficial) no YouTube ou em seu site (www.noal.art.br).
Essas músicas estão rodando nas principais rádios do Estado, além dos aplicativos de música Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal, SoundCloud, Amazon Music, YouTube Music, entre outros. O disco físico pode ser adquirido via Tratore (https://tratore.minhalojanouol.com.br), www.sambastore.com, www.submarino.com, americanas.com e www.popdiscos.com.br.
Produzido e mixado por Bernard Simon e Ives Mizoguchi, Bicho solto foi gravado no estúdio Casona em Porto Alegre, mixado no El Pie Recording Studios, em Buenos Aires (na Argentina), e masterizado por Carlos Freitas na Classic Master, em São Paulo. A produção visual tem concepção e direção de arte de João Salazar. O álbum foi viabilizado com financiamento do governo do Estado Pró-Cultura RS-LIC, com patrocínio da Vicato Alimentos.
Cantor e compositor autodidata, nascido em Tapera, no interior do Rio Grande do Sul, e radicado em Porto Alegre, Noal é o nome artístico de Hélvio Roberto Noal Júnior. Depois de estudar Administração, ser estagiário de banco, trabalhar em empresas de investimentos e em produtora de eventos, ele decidiu que era hora de viver de forma mais verdadeira. Aos 32 anos, resolveu se dedicar integralmente ao sonho de ser músico. Seu álbum de estreia, Bicho solto, começou a tomar corpo em 2015, quando fez um período sabático depois de enfrentar problemas pessoais e familiares. Em cinco meses, compôs mais de 20 canções.
Na essência das letras estão as reflexões sobre temas atuais e relevantes. "Acho que estamos vivendo momentos sombrios, com muitas inverdades sendo ditas o tempo todo por inúmeros interesses mascarados. Falta papo reto com o povo, que é enganado, sofre e que, de uma forma ou de outra, sempre acaba pagando a conta no final. Não estou falando só do Brasil, é um problema de ordem mundial. Bicho solto é liberdade para voar, pra ser, pra sentir, pra experienciar, pra existir da sua forma única e não padronizada por esse sistema que oprime, deprime e mata. Let me fly!", comenta o artista sensível e com potência vocal invejável. "Estudei na infância um pouco de violão e técnica vocal, mas bem superficial. A voz veio comigo pra esse mundão e é minha marca. No meu ver, é ela que mantém uma certa ligação entre as faixas do disco, costura e unifica o álbum, já que as músicas tem estéticas bem diferentes."
Coerente com o que busca e com o sentido que traz em seu nome, o disco deu liberdade aos músicos no estúdio. Noal levou uma pastinha com as 12 canções que compõem o álbum, apresentou-as no formato voz e violão, exatamente como foram criadas, e deixou os artistas livres para arranjar em seus instrumentos, opinar, experimentar, colocar seus grooves e sentir como elas soavam em conjunto.
Em poucos dias de ensaios e gravações, a alma de Bicho solto estava estruturada com a banda base composta por Leonardo Bittencourt (piano), André Mendonça (baixo), André Garbini (bateria), Bernard Simon (guitarra), Ives Mizoguchi (guitarra) e Noal (voz/violão). O CD contou, ainda, com as participações especiais dos instrumentistas André Borba e Miriã Farias (violinos), Jhonatan Santos (violoncelo), Thiago de Souza Pinto (viola), Tomas Piccinini (flauta e saxofone), Vasco Piva (saxofone) e Diih Neques (percussão).
Fazendo jus ao título, o álbum também não possui um estilo musical definido: percorre diversas vertentes da música popular brasileira. "É um disco bem variado, típico de um compositor aquariano. É reflexivo e traz sensações boas, mas também desconfortáveis. Fala sobre as contradições que todos somos submetidos no dia a dia e sobre tudo que estamos vivendo neste mundo. Mas fala também sobre amor, que é um tema recorrente."
A sensível canção Lola, por exemplo, é inspirada em uma amiga do compositor, que precisou voltar à casa dos pais. Dirigido por João Salazar e Theo Tajes, com produção da Árido Filmes, o belo videoclipe já está on-line. Passagem de tempo e mudança são os principais elementos da história, contada através de uma animação em stop motion, com artes em aquarela, pintadas à mão, e os movimentos feitos com módulos a partir de recortes em papel.
O pássaro é um dos símbolos que melhor traduz a liberdade, e ele ilustra a narrativa da música. "Qual outro bicho está mais livre neste mundo terreno se não eles que voam sem limites de municípios, estados, países, continentes, sem cruzar por alfândegas? Talvez os aquáticos. Mas os pássaros cantam, e estão em mais de uma faixa. Olha aí, acabo de ver que não cantei sozinho! Mas é por isso que estão na capa do disco, de diversas formas, em uma aquarela abstrata onde as manchas provocadas pela tinta aguada não respeitam necessariamente os limites da capa."
O artista faz um pocket show do seu álbum de estreia no dia 22 de janeiro, às 20h, no Auditório Luís Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736). O ingresso será via colaboração espontânea. Já a apresentação oficial de lançamento do disco ocorre em 6 de março, no Teatro Unisinos (Nilo Peçanha, 1.600), com entrada franca.
Comentários CORRIGIR TEXTO