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Música

- Publicada em 03h27min, 12/12/2019. Atualizada em 15h19min, 12/12/2019.

Metronomy se apresenta em Porto Alegre nesta sexta-feira

Joseph Mount (no alto, ao centro) lidera o grupo britânico, que transita entre o independente e o mainstream

Joseph Mount (no alto, ao centro) lidera o grupo britânico, que transita entre o independente e o mainstream


GREGOIRE ALEXANDRE/DIVULGAÇÃO/JC
Daniel Sanes
"Eu me lembro muito bem. Fizemos cinco shows em cinco dias e tínhamos que voltar para a Inglaterra para a cerimônia do Mercury Prize. Estávamos loucos de cansaço e com um voo muito cedo no dia seguinte ao nosso show em Porto Alegre. No final, nos divertimos tanto que perdemos o voo!"
"Eu me lembro muito bem. Fizemos cinco shows em cinco dias e tínhamos que voltar para a Inglaterra para a cerimônia do Mercury Prize. Estávamos loucos de cansaço e com um voo muito cedo no dia seguinte ao nosso show em Porto Alegre. No final, nos divertimos tanto que perdemos o voo!"
Essas são as lembranças que o vocalista, guitarrista e tecladista Joseph Mount, líder da banda de electropop Metronomy, tem de sua primeira passagem pela capital gaúcha, em setembro de 2011, durante a turnê do celebrado álbum The English Riviera. Passados pouco mais de oito anos daquela apresentação no extinto Beco, o quarteto virou quinteto - o tecladista e violonista Michael Lovett foi acrescido à formação, que tem, ainda, Oscar Cash no sax, guitarra, teclado e vocal de apoio; Gbenga Adelekan no baixo e vocal; e Anna Prior na bateria e vocal -, gravando mais três discos. E, mesmo sem ter conseguido abocanhar o prêmio de melhor álbum britânico daquele ano (Let England shake, de P.J. Harvey, faturou o Mercury Prize), segue firme e forte, fazendo música dançante, experimental e melancólica a uma só vez.
É com toda uma bagagem acumulada em festivais mundo afora e um disco fresquinho para mostrar ao vivo que o Metronomy desembarca mais uma vez em Porto Alegre. O show ocorre nesta sexta-feira (13), às 21h, no Opinião (José do Patrocínio, 834), após passagens por São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Os ingressos - já em terceiro lote - vão de R$ 140,00 a R$ 280,00 e estão à venda no site Ticketload e na loja Verse da Galeria Chaves (Andradas, 1.444).
Embora com cinco integrantes no palco, não é segredo que o Metronomy é 100% Joseph Mount. Desde a estreia, com o quase artesanal Pip Paine (Pay the £5000 You Owe), de 2006, o músico britânico deixou claro que se tratava de um trabalho solo. Isso já lhe rendeu a pecha de "ditador musical" por veículos da mídia especializada - algo que, definitivamente, não o incomoda. "É bastante incomum encontrar 'democracias' em uma banda. Sim, tocamos músicas que eu escrevi, mas não posso forçar ninguém a fazer isso. Então, no palco, todos somos completamente iguais. Fora dele, eu estou no controle!", admite.
O foco da apresentação na Capital é o álbum Metronomy forever, lançado em setembro. Mount explica - ou melhor, deixa no ar - a razão desse título, que mais parece o de uma coletânea. "Gosto do jeito como parece muitas coisas. Poderia ser um 'greatest hits', ou um disco de despedida. Acho que, no fim das contas, apenas gosto de brincar com a ideia de que o Metronomy é eterno e que estamos no mercado desde o Big Bang e ainda estaremos aqui no final dos tempos", diverte-se o frontman.
Inevitavelmente, The English Riviera entra com grande parte do repertório, o que Mount vê como natural. "É, definitivamente, o álbum mais conhecido do Metronomy até agora. Obviamente, espero um dia fazer um disco que o supere em popularidade, mas, ao mesmo tempo, não reclamo disso, pois me sinto incrivelmente sortudo por ter tido esse tipo de conexão com as pessoas através da música", garante.
Conexão essa que, no Brasil, o Metronomy conseguiu ampliar de uma forma pouco provável para uma banda indie: recentemente, a faixa The look embalou os personagens Márcio (Anderson Di Rizzi) e Kim (Monica Iozzi) na novela global A dona do pedaço. Como a música foi parar na trilha? Nem Mount sabe.
"Acho que recebemos um pedido para que ela fosse usada e eu disse OK. Ter música na TV é uma maneira muito moderna de ser escutado por um novo público, então eu acho ótimo! Não faço ideia se a novela é boa... Mas tenho certeza de que as pessoas assistem. Espero que elas venham aos nossos shows (esta entrevista foi feita antes das demais apresentações no Brasil)", afirma o músico, que transita sem problemas entre o underground e o mainstream. "Acho que são dois mundos muito próximos, há apenas um passo entre eles. A música underground pode, de repente, se tornar a mais popular do mundo."
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