Porto Alegre, sábado, 25 de julho de 2020.
Dia do Escritor. Dia do Motorista .

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 25 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Cinema

- Publicada em 03h28min, 29/10/2019. Atualizada em 08h26min, 29/10/2019.

Cinema de invenção é tema de mostra na Cinemateca Capitólio

Clássicos como 'Matou a família e foi ao cinema', de Julio Bressane, estão na mostra

Clássicos como 'Matou a família e foi ao cinema', de Julio Bressane, estão na mostra


CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
A partir desta terça-feira (29/10), e até o dia 10 de novembro, a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) promove a mostra Cinema de invenção. São mais de 20 produções - entre longas, médias e curtas - realizadas pelos principais nomes do cinema experimental brasileiro. Os ingressos para as sessões custam R$ 10,00, com opções de meia-entrada, e a bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão.
A partir desta terça-feira (29/10), e até o dia 10 de novembro, a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) promove a mostra Cinema de invenção. São mais de 20 produções - entre longas, médias e curtas - realizadas pelos principais nomes do cinema experimental brasileiro. Os ingressos para as sessões custam R$ 10,00, com opções de meia-entrada, e a bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão.
Inspirada pelo livro Cinema de invenção, escrito pelo crítico, escritor e cineasta Jairo Ferreira, a seleção promove uma reflexão sobre as filmografias de diversos cineastas experimentais, comumente agrupados dentro do chamado "cinema marginal". Foram incluídas na programação obras de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla, Helena Ignez, Luiz Rosemberg Filho, José Agrippino de Paula, Carlos Ebert, José Sette de Barros, Edgard Navarro, Sylvio Lanna, Neville D'Almeida, Rogério Brasil Ferrari, Julio Calasso, Omar de Barros Filho, Letícia Parente e Andrea Tonacci.
Reportagens culturais são importantes para você?
A sessão de abertura, que acontece hoje, às 20h, traz o clássico Matou a família e foi ao cinema, de Julio Bressane. A obra, que celebra 50 anos de lançamento em 2019, está na lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Protagonizado por Renata Sorrah e Márcia Rodrigues, o longa será exibido em programa duplo com o curta-metragem Vicious, de Rogério Brasil Ferrari. Mais dois filmes de Bressane estão na programação: o cinquentenário O anjo nasceu e o raro O monstro caraíba, protagonizado por Carlos Imperial.
O grande homenageado da mostra é o cineasta Neville D'Almeida, que vem a Porto Alegre participar de duas sessões comentadas. O realizador mineiro estará representado por algumas das obras centrais de sua filmografia - entre elas, a sua própria versão de Matou a família e foi ao cinema, lançada em 1991. Dos filmes que compõem Cinema de invenção, ele também assina Jardim de guerra, seu longa de estreia, e Mangue bangue, filme experimental dado como perdido até meados dos anos 2000.
Omar de Barros Filho participa de debate na sexta-feira, às 20h, após a exibição do curta-metragem Viva a morte e do média Adyos, general, duas obras essenciais do cinema de invenção realizado no Rio Grande do Sul. Outro destaque é a sessão Letícia Parente: regras para ser livre, que reúne 11 obras da artista, uma das grandes pioneiras da videoarte no Brasil. A proposta do programa é a de pensar o lugar dos filmes de Parente dentro da produção cinematográfica experimental brasileira dos anos 1970 e 1980.
O cineasta mineiro Sylvio Lanna comparece com Sagrada família (1970), notório pela discrepância intencional entre a banda sonora e as imagens que aparecem na tela. Ele também será alvo de uma sessão especial, no sábado, que trará, entre outros, o curta In memoriam - O roteiro do gravador, descrito pelo autor como "um filme sobre a morte e o renascimento do cinema".
Na sexta-feira, está programada uma sessão de curtas do realizador Edgard Navarro, incluindo Alice no país das mil novilhas (1976), O rei do cagaço (1977) e Exposed (1978), além do média-metragem SuperOutro (1989). Outro destaque, na noite de domingo, é A miss e o dinossauro, de Helena Ignez. Produzido em 2006, o curta é um filme raro e quase secreto da Belair, produtora que tinha como sócios, além da própria Helena, os notórios Rogério Sganzerla e Julio Bressane. De Sganzerla, a mostra Cinema de invenção inclui Sem essa, aranha (1970), sobre um banqueiro do jogo do bicho (interpretado por Zé Bonitinho) e suas três mulheres.
Estão listados também nas seis noites de mostra os filmes Bandalheira infernal, de José Sette de Barros; Bang bang, de Andrea Tonacci; Hitler III mundo, de José Agrippino de Paula; O jardim das espumas, de Luiz Rosemberg Filho; Longo caminho da morte, de Júlio Calasso; e República da traição, de Carlos Ebert. A programação completa, com horários de cada exibição, pode ser conferida no site da Cinemateca Capitólio Petrobras.
Comentários CORRIGIR TEXTO