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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de agosto de 2019.
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Cultura

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Espetáculo

Edição impressa de 28/08/2019. Alterada em 28/08 às 03h00min

Xaxados e Perdidos celebra dez anos de sucesso nos palcos

Espetáculo, que estreou em 2009 na Sala Álvaro Moreyra, foi concebido por Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Beto Chedid

Espetáculo, que estreou em 2009 na Sala Álvaro Moreyra, foi concebido por Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Beto Chedid


VANESSA SCHWARTZ/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
São 10 anos de estrada e muita história para contar. Nesta quarta-feira (28), o espetáculo Xaxados e Perdidos celebra a trajetória com uma apresentação, às 21h, no Theatro São Pedro (praça Mal. Deodoro, s/nº). O show, ganhador de quatro prêmios Açorianos, tem ingressos vendidos entre R$ 30,00 (galerias) e R$ 80,00 (plateia e cadeiras extras).
São 10 anos de estrada e muita história para contar. Nesta quarta-feira (28), o espetáculo Xaxados e Perdidos celebra a trajetória com uma apresentação, às 21h, no Theatro São Pedro (praça Mal. Deodoro, s/nº). O show, ganhador de quatro prêmios Açorianos, tem ingressos vendidos entre R$ 30,00 (galerias) e R$ 80,00 (plateia e cadeiras extras).
A primeira exibição de Xaxados e Perdidos ocorreu em 2009, na Sala Álvaro Moreyra. O espetáculo foi concebido por Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Beto Chedid. Realizado no formato de arena, com o público ao redor e os artistas à paisana no meio da plateia, o sentimento que o espetáculo trazia era diferente. "É uma sensação de estar dentro do que acontece na performance, em um ambiente aconchegante, como a sala de casa. É uma forma de abraçar o público com a música popular brasileira", destaca Simone.
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A seleção das músicas do repertório destaca diversas canções brasileiras, muitas delas representando diferentes momentos da vida de Simone. Muitas estavam "guardadas" em uma gaveta, esperando o momento certo. "Eu precisava fazer algo com elas. O Xaxados foi uma forma de colocar estas canções na voz das pessoas e de propiciar uma experiência diferente para elas", afirma ela.
E a importância de destacar tais músicas é a de fazer com que elas não sejam esquecidas pelo público. Simone relembra que as canções são como um documento do Brasil, que precisam vir a público. Na sua visão como professora, ela percebe que o jovem não aprecia a produção musical nacional, mas, muitas vezes, por não ter acesso àquilo que gosta. "Dependendo em qual local ele reside, fica restrito a somente um tipo de gênero e que, por ocasiões, não é algo nosso, mas estrangeiro. Até mesmo no The Voice vemos que quem se apresenta ali tem sua voz plastificada, com muitas influências que não são nossas", argumenta Simone. 
Xaxados e Perdidos vai além da superfície, promovendo uma reflexão sobre o Brasil pelo viés da ética. "É a partir da educação que isso é possível. Ela é uma plataforma de transformação, de deixarmos de ser quem somos e sermos capazes de ver o mundo de uma diferente maneira", observa a artista.
Certas mudanças só são possíveis por meio da música e da arte. Um exemplo disso será a presença, no espetáculo de hoje, de Daniela Luz, professora que, a partir de ações em uma comunidade, criou uma orquestra. A educação pública também é defendida por Simone - todos os participantes do show de hoje, incluindo as participações especiais Daniela, Yago Lima, Madalena Rasslan e Canoas Coletivo de Dança, tiveram sua formação pelo ensino público.
Mesmo 10 anos depois, com diferenças no Brasil de ontem e de hoje, o objetivo de Xaxados e Perdidos segue idêntico. "Faz parte do papel político do artista, e foi assim que o Xaxados nasceu e segue existindo: ele tem de ser capaz de dizer algo, ter uma voz", explica Simone.
Desse modo, segundo ela, as canções recebem novos significados conforme o momento. "Não podemos ignorar a realidade ao qual estamos inseridos, somos corpos deste tempo, e as letras recebem novas visões." O que se mantém, para Simone, é a arte como transformação, que é capaz de proporcionar felicidade e esperança. "Reafirmamos nosso amor pela MPB", finaliza.
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