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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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artes cênicas

08/08/2019 - 21h00min. Alterada em 08/08 às 21h01min

26ª edição do Porto Alegre em Cena discute as artes e a humanidade

Espetáculo 'Margarida' integra programação do evento que ocorre em setembro

Espetáculo 'Margarida' integra programação do evento que ocorre em setembro


BÁRBARA SANTOS/DIVULGAÇÃO/JC
Continuando com a proposta da edição passada, o 26º Porto Alegre em Cena, que ocupará a cidade de 10 a 23 de setembro, esse ano propõe discussão sobre o Brasil, quem somos e o futuro da humanidade.
Continuando com a proposta da edição passada, o 26º Porto Alegre em Cena, que ocupará a cidade de 10 a 23 de setembro, esse ano propõe discussão sobre o Brasil, quem somos e o futuro da humanidade.
Com mais temáticas e aprofundando relações entre a natureza e o humano, o viés será mais ligado ao âmbito filosófico e antropológico. “A presença do corpo em cena, não apenas humano, mas os corpos da natureza, descentralizar a figura humana das grandes realizações e mesclar suas diferenças, valorizando-as são algumas das propostas de discussão do festival esse ano. Queremos causar reflexões sobre a humanidade e nossas potências e fragilidades”, explica Fernando Zugno, diretor geral do Em Cena.
Cerca de 53 atividades fazem parte da 26ª edição do festival. Artistas indígenas de Minas Gerais e da Amazônia, além de representantes regionais, estarão presentes. Ailton Krenak (krenak), Davi Kopenawa (yanomami) e um xamã (yanomami) serão figuras centrais nas discussões e estarão em Porto Alegre durante todo período do festival para uma das residências artísticas dessa edição.
“Krenak auxiliou a formatar a Constituição de 1988. Kopenawa escreveu uma obra-prima intitulada A queda do céu em parceria com o francês Bruce Albert, que só ganhou versão em português cinco anos depois de seu lançamento na Europa. Eles estarão juntos, durante dez dias, no festival, e serão centrais em uma das residências artísticas que planejamos”, ressalta Zugno.
Já Sergio Blanco é diretor e dramaturgo, dos mais importantes da atualidade, e desponta no âmbito cênico com duas peças que levam sua assinatura: Las Flores Del Mal (em que Blanco versará sobre violência de uma forma geral e, especificamente, na arte) e A Ira de Narciso.
Nessa edição serão cinco lançamentos de obras literárias, no Centro Municipal de Cultura, além de atividades complementares sobre as obras: o livro de dramaturgia francesa ganhará leitura dramática dirigido por Renato Forin Jr e interpretado pela Cia. Indeterminada.
A programação está repleta de diversidade. Desde temáticas mais densas e reflexivas até montagens mais populares. Entre os destaques estão Dakh Daughters, um grupo de mulheres ucranianas que mistura músicas, textos e interpretações que versam sobre amor e guerra; Gota D’água {Preta} é uma releitura do clássico criado por Chico Buarque e Paulo Pontes na década de 1970, encenado por um elenco predominantemente negro, em que estilos da periferia, funk e hip hop são embalados pela forca e a influencia das religioes de matriz africana.
PI Panorâmica Insana conta com mais de 150 personagens interpretados por Cláudia Abreu, Leandra Leal e grande elenco. A peça, dirigida por Bia Lessa, discute temas como civilização, indivíduo, sexualidade, política, violência, miséria, riqueza e desejo.
Da França vem Happi - A tristeza do rei, espetáculo de dança contemporânea que é fruto da colaboração de dois notáveis artistas de origem africana radicados na França: James Carlès, intérprete, de origem camaronesa, e Heddy Maalen, coreógrafo, nascido na Algéria.
Entre os espetáculos nacionais, não poderia faltar o tradicional Grupo Galpão. Com direção de Márcio Gomes, o espetáculo Outros é um desdobramento de Nós, apresentado em Porto Alegre em 2016. Destaca inquietações contemporâneas e questões relacionadas à incapacidade ou necessidade de escuta do silêncio, bem como a construção da memória e o impacto do agora no futuro.
De São Paulo vem Margarida. A peça é uma tentativa poética de dar vida à memória de Margarida Maria Alves, militante camponesa assassinada em 1983 por interesses políticos de latifundiários. Após perceber-se herdeira de uma tradição, a performer paraibana Luz Bárbara reconstrói a trajetória de Margarida em uma experiência compartilhada com o público de retorno à casa e ao túmulo da militante.
Os ingressos custam entre R$ 10,00 e R$ 80,00 – mais detalhes serão divulgados em breve. A pré-venda começa dia 20 de agosto, com abertura para o público em geral dia 30 de agosto. A bilheteria física estará no Shopping Total, enquanto a venda online ocorre pelo site uhuu.com. Mais informações pelo site portoalegreemcena.com.
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