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cinema

- Publicada em 03h33min, 29/05/2019. Atualizada em 08h32min, 29/05/2019.

Biografia musical de Elton John, 'Rocketman' estreia nesta quinta-feira

Taron Egerton vive Elton John em biografia musical que estreia amanhã

Taron Egerton vive Elton John em biografia musical que estreia amanhã


/DAVID APPLEBY/DIVULGAÇÃO/JC
O marido de Elton John, David Furnish, disse que, após assistir a Rocketman, a biografia musical do cantor e compositor que estreia na próxima quinta-feira, teve vontade de lhe dar um abraço. É mais ou menos a reação que o público vai ter assistindo ao longa dirigido por Dexter Fletcher, que teve pré-estreia mundial fora de competição no Festival de Cannes.
O marido de Elton John, David Furnish, disse que, após assistir a Rocketman, a biografia musical do cantor e compositor que estreia na próxima quinta-feira, teve vontade de lhe dar um abraço. É mais ou menos a reação que o público vai ter assistindo ao longa dirigido por Dexter Fletcher, que teve pré-estreia mundial fora de competição no Festival de Cannes.
Rocketman mostra os altos e baixos da vida e da carreira de Elton John, vivido por Taron Egerton, tudo embalado por seus maiores hits, como Your song, Tiny dancer e Goodbye yellow brick road. "Elton sempre foi muito claro de que não queria nada sendo suavizado", relatou Fletcher durante coletiva de imprensa na cidade francesa. "Nunca disse: 'Não fale disso'."
O longa abre com Elton John vestido com um de seus figurinos extravagantes de show, entrando numa sala de terapia e declarando-se viciado em álcool, cocaína, sexo e compras, além de sofrer de bulimia e problemas de controle de raiva. "Queríamos contar a história de um ser humano. Mesmo que Elton seja um ser humano extraordinário, continua tendo suas falhas e está longe da perfeição", afirmou Egerton. O filme não esconde a homossexualidade do cantor, com cena de sexo entre ele e o empresário John Reid (Richard Madden).
Tudo bem diferente, portanto, de Bohemian Rhapsody, a produção vencedora de quatro Oscars que envernizou a vida de Freddie Mercury. A comparação é inevitável, não apenas porque os dois artistas são da mesma geração, mas também porque o diretor de Rocketman assumiu as últimas semanas de filmagem de Bohemian Rhapsody quando Bryan Singer foi demitido.
Egerton começa o papo elogiando Rami Malek, que ganhou o Oscar por sua interpretação de Mercury. "É um dos melhores atores desta geração. Tenho muito orgulho de sermos mencionados junto com Bohemian Rhapsody." Mas ele fez uma ressalva de que o filme sobre Freddie Mercury é uma cinebiografia, enquanto Rocketman é um musical biográfico.
Isso significa que Rami Malek não tinha de cantar, e Egerton, sim. Além das apresentações no palco, há números musicais elaborados, com coreografias, e sem a profusão de cortes de Bohemian Rhapsody, em que os atores podem mostrar seu talento vocal. As músicas de Elton John são encaixadas não em ordem cronológica, mas de acordo com os sentimentos a serem passados pela cena.
O longa conta tudo desde o início: a infância de Reggie (o nome verdadeiro do músico é Reginald Kenneth Dwight) num bairro proletário de Londres, mostrando a relação distante com o próprio pai (Steven Mackintosh), de quem só pede um abraço, e recheada de críticas com a mãe (Bryce Dallas Howard).
Um pouco mais velho, Elton John entra na Royal Academy of Music e, em seguida, o filme já faz a transição para sua juventude, com Egerton no papel. Elton procura a gravadora DJM Records, e o dono, Dick James (Stephen Graham), o coloca em contato com Bernie Taupin (Jamie Bell), com quem Elton forma uma das parcerias mais duradouras da música para criar sucessos estrondosos.
Pouco depois, acontece o lendário show no Troubadour, em Los Angeles, e o mundo passa a conhecer o inglês por quem poucos apostariam algo. Egerton encontrou-se com Elton John antes de começar as filmagens. "Foi muito bom conhecê-lo sem pompa e circunstância", disse o inglês, de 29 anos.
E música boa não falta. Se quisesse, Elton John viveria de coletâneas. Foram muitas lançadas desde que ele tinha quatro anos de carreira. A nova tem um propósito digno: Rocketman: Music From The Motion Picture tem 22 canções e conta com algumas surpresas. Há uma versão inédita e ao vivo de The bitch is back, mostrada no memorável show do Dodger Stadium, em 1975. As faixas foram retrabalhadas pelo produtor e compositor Giles Martin e ganharam vocais de Egerton.
O filme usa as canções em diálogo direto com a narrativa. Quem vê o longa, logo, vai ouvir as canções de outra forma. I want love, Tiny dancer, Don't go breaking my heart e, a mais icônica segundo o próprio: Rocket Man. Estão todas lá.
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