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Porto Alegre, terça-feira, 11 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

Cultura

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MÚSICA

Edição impressa de 11/06/2019. Alterada em 11/06 às 15h59min

Boogarins apresenta novo disco 'Sombrou dúvida' no palco do Opinião

Quarteto de indie rock psicodélico já colocou três discos de estúdio no mercado - além de um ao vivo

Quarteto de indie rock psicodélico já colocou três discos de estúdio no mercado - além de um ao vivo


LAB 344DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
A banda goiana Boogarins não vem se firmando só como um caso de sucesso no exterior, mas também como uma das mais prolíficas de sua geração. Desde o álbum de estreia, As plantas que curam (2013), o quarteto de indie rock psicodélico já colocou no mercado mais três discos de estúdio - além de um ao vivo. Lançado em maio, o mais recente deles, Sombrou dúvida, sintetiza as duas questões: começou a ser gravado em 2016, ainda no processo que gerou o álbum Lá vem a morte (2017), mas foi realizado em sua maior parte em 2017, no Texas, em uma pausa de uma das turnês internacionais do quarteto.
Com a novidade na bagagem, os músicos voltam a se apresentar em Porto Alegre nesta quinta-feira. O evento está marcado para as 21h, no Opinião (José do Patrocínio, 834), e tem ingressos a partir de R$ 60,00.
O registro tem provocado um leve espanto nos fãs - mesmo que siga soando como Boogarins na essência. Diferentemente dos projetos anteriores, em que a voz ficava um tanto escondida na mixagem das músicas, dessa vez é possível entender claramente o que o vocalista Fernando "Dinho" Almeida canta.
Não se trata, aponta ele, de um plano para o público prestar mais atenção nas letras - que versam sobre pauta incertezas (Sombra ou dúvida) e ressignificações (Invenção), entre outros temas. "Sempre quisemos que o pessoal entendesse o que cantamos. A voz está mais alta como um elemento, como um instrumento", defende o compositor.
De acordo com Dinho, o disco apresenta uma versão mais madura da banda. "É um novo momento, ainda assim um momento de aprendizado, mas em um outro nível. Não somos mais aqueles caras de 20 anos de Goiânia lançando o primeiro trabalho", compara. "Fazemos as experimentações a serviço da ideia da canção. Nosso foco é entender o que ela pede, independentemente de qualquer restrição de ritmo ou gênero."
Se, no começo da carreira, a psicodelia do fim dos anos 1960 era usada com frequência para descrever o grupo, hoje Dinho (guitarra), Benke Ferraz (guitarra), Raphael (baixo e synths) e Ynaiã Benthroldo (bateria) trazem outras referências. A faixa Desandar, por exemplo, era chamada de Jorge e Mateus pelos integrantes antes de ganhar um nome - tudo porque possui uma levada guarânia, comum ao sertanejo. Já Dislexia ou transe conta com uma viola em meio ao pop lisérgico, em contribuição do carioca Bonifrate, cuja carreira envolve a também psicodélica Supercordas.
Ao vivo, o quarteto ainda não tem apresentado todas as novidades. Nos primeiros shows do disco, cinco ou seis das canções foram entoadas em meio a faixas dos outros discos. "Estamos esquentando a mão", justifica Dinho, citando também que ele e os colegas já possuem um catálogo extenso, e os fãs gostam de escutar os trabalhos antigos no show. Entretanto, como os frequentadores dos espetáculos dos Boogarins já sabem, não se pode esperar, no palco, versões extremamente fiéis aos discos. "Não tem como. Do jeito que nós tocamos sempre tem espaço para o improviso. Acaba tendo alguma fritação no meio", frisa o vocalista.
Após essa primeira leva de shows pelo Brasil, os goianos já saem novamente do continente. A partir de julho, a agenda dos artistas conta com datas na França, Inglaterra, Escócia, Alemanha e Portugal. Em setembro, desembarcam mais uma vez nos Estados Unidos. A experiência não é inédita: em outras oportunidades, a banda chegou a fazer turnês de seis meses pelo exterior, tocando mais em outras terras do que no Brasil.
A situação, acredita Dinho, hoje está mais equilibrada. Entre os objetivos do grupo está desbravar o Brasil. Neste ano, tocaram pela primeira vez em Rio Verde, no interior de Goiás, e em Londrina, no Paraná. "Aqui tem questões de custo, logística, envolve muitos fatores. Nos Estados Unidos, você aluga uma van e sai rodando... O Brasil profundo é diferente de chegar, mas queremos muito fazer isso", define.
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