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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de abril de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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MÚSICA

Edição impressa de 17/04/2019. Alterada em 17/04 às 03h00min

Wander Wildner realiza show de lançamento de novo álbum no Opinião

Disco 'O mar vai muito mais além do meu olhar' é o 12º trabalho da carreira solo do músico

Disco 'O mar vai muito mais além do meu olhar' é o 12º trabalho da carreira solo do músico


FERNANDA CHEMALE/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Para gravar o disco Mocochinchi Folksom (2013), o gaúcho Wander Wildner adotou um método de desenvolvimento novo em sua carreira: reservar um tempo, no verão, para compor, já vislumbrando um futuro álbum. Em todos os projetos anteriores, escrevia músicas pouco a pouco, e um eventual registro era resultado da compilação desse trabalho de longo prazo.
Desde então, Wander vem repetindo a ideia - e vive a fase mais prolífica da carreira: já colocou no mercado Existe alguém aí? (2015), o disco de regravações Wanclub: músicas para dançar - volume 59 (2016), A vida é uma toalha estendida no varal (2016) e De gritar me cansei rouco e ao pensar no mundo eu me vi louco (2018).
Seu mais novo álbum, O mar vai muito mais além do meu olhar (2019) é fruto de uma variação deste processo. "Compus a partir do segundo semestre do ano passado. Eu estou morando na praia, no Campeche. Não parei para fazer no verão porque meu verão virou eterno", brinca.
O show de lançamento em Porto Alegre acontece nesta quarta-feira à noite, a partir das 20h30min, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Ingressos a partir de R$ 30,00, pelo site Sympla.
Formado por apenas sete canções, o trabalho é o 12º na carreira solo do músico - que ganhou projeção ainda nos anos 1980, com Os Replicantes. Com letras em português, espanhol e inglês, o registro, como o título já indica, tem fortes referências ao oceano. "As minhas músicas sempre vão surgindo de acordo com o que estou vivendo e de onde estou vivendo", cita o compositor. "Dessa vez, tem muita influência da natureza - tem o mar da minha frente, um morro atrás de mim", descreve.
Na apresentação desta quarta-feira, o músico sobe ao palco acompanhado por Jimi Joe na guitarra, Fred Vittola na bateria, Clauber Scholles no baixo e Rust Costa no teclado. O repertório ainda inclui clássicos e canções não tão conhecidas de sua carreira, e há participações especiais de Arthur de Faria (gaita), Mauricio Chaise (guitarra) e o menino Benjamim Winter, um fã de 10 anos, na guitarra. A banda Monkelis, de Montevidéu, abre as atividades.

O Jornal do Comércio pediu ao artista para comentar as canções do novo disco, faixa a faixa. Leia abaixo.

O mar vai muito mais além no meu olhar por Wander Wildner

Éter na mente: Eu estou estudando física quântica, fiz ela quando estava começando. Estava com essas ideias novas, achando incrível a física quântica me levar ao que é a vida, ao amor como forma maior de viver. Foi a última música que compus. Depois, percebi que não tinha mais nada a dizer. Apesar de ser um palhaço espalhafatoso socialmente, sou uma pessoa extremamente reservada. Me relaciono com o mundo pelas músicas.
BeachBoys: Morando na praia, um dia comecei a pensar nos Beach Boys. Pô, eles moravam na Califórnia, na praia. Me vieram aquelas imagens deles em preto e branco, os caras com longboards. E eu adoro o bubblegum, o tipo de músicas que eles fazem. Poxa, eu tô no mesmo clima deles e veio uma melodia: "Beach Boys é uma banda que eu gostava". E na sequência da letra, imaginei um encontro com eles. Mas é muito difícil um encontro com os Beach Boys, então botei eles num sonho.
A dança de tudo: Música minha com o Paulinho do Amparo, um artista de Olinda que tem um trabalho incrível. Há tempo eu queria gravar algo com escrita dele. Ele fala muito de natureza. Fui ler tudo que ele escreve, achei A dança de tudo e consegui encontrar a melodia para contar essa história.
Campeche Beach: Aconteceu tudo aquilo (da letra). Um dia de sol, o tempo virou e veio um temporal, daqueles em que chove 15 minutos torrencialmente. Os pinheiros do lado da minha casa envergaram. Essa pedia uma pegada mais "porrada".
O sinal: Comecei a fazer ela lá em São Paulo. Quando vou para lá, me hospedo na casa de um casal. Ele, o Cristiano (Carlos), é musico. Fiz um pedaço lá e deixei, porque ele tem uma banda. Eles fizeram um texto que tem ali no meio da música. Ele e o Cleverson (Cassanelli).
Imagination: Nunca pensei em compor em inglês. Eu estava vendo um documentário sobre o Oasis - eu gosto do Oasis, das baladas que o Noel Gallagher faz, são canções simples, é o que eu faço também. E veio a melodia. É legal, porque eu não tenho ouvido absoluto, eu escuto uma música e não consigo reproduzir. Mas uma música que ouço me leva a outra melodia... Baixei o som do vídeo e comecei a tocar. Talvez porque eu estivesse vendo o documentário sobre o Oasis, me veio na cabeça "Sorry baby, but this song is not for you". Aconteceu.
Caminando y cantando: Única que não é minha. É do Santiago Guidotti, da banda Monkelis, que vem abrir o show. É um amigo que fiz na primeira vez em que toquei em Montevidéu. Queria um grupo que me acompanhasse lá e encontrei a Sonido Pop, sua antiga banda. Na segunda vez que fui, compomos juntos Puertas y puertos, que gravei no disco Caminando y cantando. Depois, ele fez uma música chamada Caminando y cantando, para mim. Gravei há um tempo, entrou num registro que gravei no exterior e só saiu nesse vinil. Achei que ela fechava muito bem o disco.
 
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