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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de março de 2019.
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Cultura

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música

Edição impressa de 14/03/2019. Alterada em 13/03 às 23h01min

Gal Costa apresenta álbum 'A pele do futuro' neste domingo no Teatro do Sesi

Lançado no ano passado, novo disco de Gal Costa tem colhido elogios da crítica

Lançado no ano passado, novo disco de Gal Costa tem colhido elogios da crítica


MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
Gal Costa nunca parou no tempo. Prova disso é que, aos 73 anos, a cantora baiana chega a Porto Alegre no próximo domingo com o show do álbum A pele do futuro. A única apresentação ocorre às 20h, no Teatro do Sesi (Assis Brasil, 8.787). Os ingressos custam entre R$ 75,00 e R$ 180,00, à venda nas lojas Multisom e pelo site blueticket.com.br.
Lançado no ano passado, A pele do futuro tem colhido elogios da crítica e mostra uma Gal conectada com a disco music, ritmo que marcou a década de 1970. "A ideia de fazer um álbum com essa sonoridade, com músicas para dançar, sempre esteve presente em mim. E fiquei feliz que agora pude realizar. Eu sou uma cantora que gosta de inovar, de dar saltos, criar rupturas", avisa Gal.
No palco, a cantora apresenta as canções do novo trabalho, como Palavras no corpo (Silva/Omar Salomão) e Sublime (Dani Black), e ainda outras escritas por Gilberto Gil, Djavan, Adriana Calcanhotto, Nando Reis, Jorge Mautner e Marilia Mendonça, entre outros nomes das mais variadas gerações.
Gal conta que o responsável por "garimpar" as canções para A pele do futuro é Marcus Preto, produtor artístico que a acompanha em diversos trabalhos. Preto recebia as músicas e as repassava para aprovação de Gal. Ele também dirige o show. E como é "cantar" tantos nomes da MPB? "É ótimo, engrandecedor. Todos são muito criativos", avisa ela.
"Gal completou 53 anos de carreira e, embora tenha seu espaço garantido entre os maiores nomes da história da cultura brasileira, nunca se aninhou no travesseiro das certezas conquistadas", avisa Preto.
A turnê tem espaço também para sucessos conhecidos, como Sua estupidez (Roberto e Erasmo Carlos), Oração de Mãe Menininha (Dorival Caymmi) e Festa do interior (Moraes Moreira e Abel Silva). "Fizemos novos arranjos para que haja uma unidade musical das canções mais antigas com o novo repertório", afirma a cantora.
Em uma das apresentações mais recentes na capital gaúcha, em 2017, Gal Costa cantou Lupicínio Rodrigues no espetáculo Ela disse-me assim. Fã do compositor gaúcho, a baiana ressalta que Lupi sempre foi uma inspiração. "A ideia do espetáculo, trazendo a obra dele para mim, é reafirmar que as canções dele ultrapassam a barreira, a fronteira, de qualquer rótulo musical. Acima de tudo, a música de Lupicínio desafia a linha do tempo. Eu sempre ouvi muito Lupi", explica. Em A pele do futuro, por sinal, também há um pouco de Lupi: Gal Costa interpreta Volta (1957) na primeira parte da apresentação.
O show deste domingo tem cenário de Omar Salomão, filho do poeta Wally Salomão (1943-2003), que dirigiu Gal no histórico show Fatal (1970). No figurino, Gal usa e abusa das cores, em especial, cor de rosa. Ela é assim, mutante e indomável - como parece ser a sua trajetória. "A cada álbum procuro me reinventar e mudar o caminho", finaliza ela.
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