Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sábado, 09 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Música

09/03/2019 - 14h19min. Alterada em 09/03 às 14h34min

Baterista Biba Meira estreia em disco com 'Suave coisa nenhuma'

Biba Meira lança single nas plataformas digitais para chamar atenção ao seu CD de estreia solo

Biba Meira lança single nas plataformas digitais para chamar atenção ao seu CD de estreia solo


FERNANDA CHEMALE/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Já está disponível para escuta nas plataformas de música Deezer e Spotify o single Suave coisa nenhuma, música que dá nome ao primeiro disco solo da baterista porto-alegrense Biba Meira (do DeFalla e instrumentista em outros projetos). A faixa antecede o lançamento do álbum, que deve entrar na íntegra na internet em breve. O show de lançamento oficial será no dia 4 de abril no Bar Ocidente (Osvaldo Aranha, 960), espaço cultural dos mais antigos e queridos da cidade que abrigou toda a carreira de Biba. 
Suave coisa nenhuma, a música, foi gravada nos estúdios Audio Porto e finalizada no estúdio de Edo Portugal, em Porto Alegre. A faixa traz as participações de Natália Damiani nos teclados, Clarissa Ferreira no violino, Gabriela Lery na guitarra e Júlia Pianta no xequerê e baldes. Biba Meira toca bateria, baldes, chocalhão, tambores e teclados.
O disco foi produzido por ela, Edu K e Flávio Santos (Flu). Seu relacionamento com a comunidade digital é antigo, uma vez que foi viabilizado por financiamento coletivo na plataforma Catarse. 
Desde a arte da capa, com "bordado empoderador", e a mensagem do título da obra, Suave coisa nenhuma demonstra muita força. E na sonoridade do single, a audição comprova a marca própria. O álbum traz a personalidade da artista, uma das mais renomadas bateristas brasileiras, que botou pra quebrar em ritmos malucos, criados com muitos tambores que caracterizam sua bateria, além de compassos inusitados, polirritmias e cruzamentos de batidas.
Acrescente-se a essa fórmula algumas de suas criações rítmicas preferidas do tempo do DeFalla e o resultado são diversos ritmos, harmonias e fraseados com os instrumentos de percussão, que incluem sucatas (baldes, galões, chocalhos artesanais, etc.). O disco instrumental se completa com baixo, guitarra, violino, teclados, sopros e sintetizadores.
Biba Meira é uma instrumentista que se destaca pelo seu estilo, pela diversidade rítmica, numa fusão de batidas originais com tambores, bumbo e caixa. Além disso, é uma das criadoras da orquestra feminina de bateria e percussão As Batucas, grupo que reúne mais de 70 mulheres. Pro seu voo solo, escalou um time só de mulheres para executar as instrumentações, incluindo sua filha, Júlia Pianta, nas percussões, mais a guitarrista Raquel Pianta, a trombonista Dejeane Arrue, a violinista Clarissa Ferreira a baixista Gabriela Lery e ainda boa parte do time das Batucas (que de fraco ou "suave", não tem nada).
Esta época do ano para seu lançamento também não é à toa. Biba tem um perfil feminista, para além da sua produção artística aliada a profissionais femininas. Ela é uma das artistas retratadas pelo coletivo Benedictas Fotocoletivo em exposição alusiva ao Dia Internacional da Mulher, Um teto só pra mim, que fica no Espaço Cultural 512 (João Alfredo, 512) até 30 de abril. A instrumentista também participou de uma ação da marca O Boticário para a data: o quiz #somosfeitasdetodas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia