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Porto Alegre, sábado, 05 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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EXPOSIÇÃO

Edição impressa de 03/01/2019. Alterada em 05/01 às 16h38min

Exposição fotográfica retrata comunidades ilhoas de Rio Grande

Viver Ilhéu - Corpos e almas tem fotos expostas no Bistrô do Margs

Viver Ilhéu - Corpos e almas tem fotos expostas no Bistrô do Margs


PHOTODERIVA/DIVULGAÇÃO/JC
A partir deste sábado, o Bistrô do Margs (Praça da Alfândega, s/nº) recebe uma mostra especial, do coletivo de fotógrafos ArtEstação [PHOTO]dErivA. A exposição Viver Ilhéu: corpos e almas dá sequência à seleção dos trabalhos vencedores no Concurso de Fotografias da Associação de Amigos do Margs (Aamargs). As imagens podem ser vistas até 28 de fevereiro, com entrada franca. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h.
Os autores dos registros, integrantes do coletivo, são Aldivo Mendes (em memória), Célia Pereira, Eliane Macedo, Fernando Mendonça, J.C. Celmer, Mariângela Magalhães, Miguel Isoldi, Rita Gnutzmann, Rosana Joy, Tânia Zucchetti e Ubirajara Santurio dos Santos. A série fotográfica é fruto de inúmeras visitas e convívios realizadas pelo ArtEstação [PHOTO]dErivA nas comunidades ilhéus lacustres do município de Rio Grande. As imagens feitas no estuário da Lagoa dos Patos, Leonídio, Torotama e Marinheiros demonstram peculiaridades culturais no modo de viver ilhéu que encantam por sua alegria, pureza e simplicidade.
Essas ilhas e seu povo guardam estreita relação com a história do Rio Grande do Sul, pois no século XVIII, em vista da fertilidade do solo e qualidade das águas, contribuíram na viabilização da ocupação militar na então Vila de Rio Grande de São Pedro, vindo tornar-se Rio Grande, posteriormente, a cidade mais antiga do estado do Rio Grande do Sul. Os fotógrafos buscaram, através desta seleção, destacar vivências e contextos importantes do atual povo ilhéu do lugar, cuja subsistência divide-se entre a pesca e a agricultura, mas que também se mostra unido e festivo tanto na religião, como no futebol e no Carnaval.
Destaca-se também a intenção de retratar uma infância cuja ludicidade e criatividade ainda se manifesta na rua, nos espaços comunitários e junto ao ambiente lacustre. Um modo de viver cuja beleza transborda a partir da alma do ilhéu.
O coletivo de fotógrafos vinculado ao Ponto de Cultura ArtEstação, de Rio Grande, nasceu de uma ação vinculada ao festival Rio Grande Photofluxo 2015, intitulada Saída fotográfica Roteiro das Águas. A partir desta atividade, novos roteiros foram propostos, bem como reuniões de estudos em fotografia, sendo fundado oficialmente em 18 de abril de 2016. Desde lá, foram realizadas exposições coletivas com temática local, ressaltando o modo de vida e lugares associados ao modo de vida ilhéu, a agricultura e a pesca no município de Rio Grande.
O coletivo ArtEstação [PHOTO]dErivA entende a produção fotográfica artística como um caminho para valorizar, dar voz e visibilidade às manifestações e paisagens culturais contemporâneas oriundas dos povos tradicionais e das comunidades rurais e urbanas, primando pela defesa da pluralidade de ideias, democracia e justiça social. 
Um dos propósitos do grupo é a democratização da arte fotográfica, sendo as primeiras exposições realizadas nos pontos de encontro tradicionais dos ilhéus de Rio Grande, como a escola abandonada em frente à Capela Nossa Senhora de Fátima, na Ilha do Leonídio; o Fiateci Futebol Clube e Esporte Clube Novo Avante, na Ilha da Torotama; a Lancheria da Ilha da Ilha dos Marinheiros; e o Centro de Rio Grande e do Balneário Cassino, envolvendo temáticas diversas como valorização da mulher e lutas populares.
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