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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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Cinema

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 12/12 às 23h44min

Aguardado filme do Aquaman estreia nesta quinta-feira

Jason Momoa dá vida ao herói de Atlantis no primeiro filme solo de Aquaman

Jason Momoa dá vida ao herói de Atlantis no primeiro filme solo de Aquaman


WARNER BROS/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
Uma aventura submarina, de um herói por vezes caçoado e até ridicularizado. Aquaman é uma mudança de rumo do Universo Estendido DC (DCEU), se assemelhando mais ao clima estabelecido por Mulher Maravilha (2017), sendo mais grandioso e com conflitos mais ameaçadores do que Liga da Justiça (2017).
Jason Momoa é Arthur Curry, um "meio humano, meio atlante que vive na superfície. Filho de Atlanna (Nicole Kidman), rainha de Atlântida, Aquaman cresceu sem a presença da mãe, que teve de abandonar ele e o seu pai para retornar ao marido a quem foi prometida no reino submerso.
O filme começa já acompanhando a vida de Curry como alguém estabelecido, tendo feito parte da Liga da Justiça. Mera (Amber Heard) é quem vai a seu encontro enviada por Vulko (Willem Dafoe), pedindo para que ele impeça uma guerra de Atlântida com os humanos, sendo a recuperação do tridente perdido do rei Atlan fundamental para isso. 
É interessante observar que o filme também trata de temas do mundo de hoje. O lixo nos oceanos, preocupação cada vez maior de poluição do meio ambiente, é um elemento importante para a criação de conflito na trama. Outra temática presente no longa é a imigração. Ao menos, parte dela. Arthur Curry é um mestiço, o que o torna alguém que não é bem visto em Atlântida, encontrado seu espaço. Pelo fato de não ter sangue 100% dos habitantes das profundezas, ele deve encarar uma jornada para provar do seu valor, até para si próprio.
Esta trajetória de aceitação de Curry é bem construída, com flashes de sua infância desde o seu nascimento, mostrado mais ao início do filme, até momentos de sua jovem vida, nos treinamentos que recebeu de Vulko. A primeira vez que seus poderes são expressados, com Arthur ainda sem entender bem sua habilidade, é muito bem realizada e causa um impacto positivo no espectador.
O fator cômico do filme é mais presente se comparado a outras produções da DC, como Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Ele funciona bem, tanto por parte de Momoa como por Amber. O problema é o fato de haver uma mudança de tom para que o humor seja inserido. A transição não pareceu tão natural, até um pouco forçada, mas nada que incomode muito.
Boa parte foi filmada na Oceania, entre Austrália e Nova Zelândia, mas a partir da computação, um outro filme surgiu. O período de pós-produção, que inclui acrescentar todas as cenas em que os personagens estão debaixo da água, foi finalizado somente no início de novembro, pouco mais de um mês antes da estreia. E é possível perceber o trabalho realizado para que isso fosse possível.
Tirando momentos específicos, como close-ups nos rostos, a sensação de se estar debaixo da água é bem-sucedida. Os cenários são belos e coloridos, com um design que mistura moderno com retrô: Atlântida é uma civilização antiga e que teve de se adaptar para a vida submersa, desenvolvendo muitas tecnologias, mas se mantendo preso ao Mundo Antigo em aspectos de civilização, como um regime monárquico e de costumes clássicos. A criação de mundo é ótima. Cenários, figurinos, iluminação, objetos decorativos, etc. tudo faz com que o espectador se sinta imerso, ou submerso, em Atlântida.
Por se tratar de um filme de super-herói, é natural que as cenas de ação sejam uma parte constante. Aquaman não foge a isso, fazendo uso efetivo, com a câmera passeando e acompanhando movimentos de luta de um modo natural e fluido. Destaque para a batalha final, que consegue ser mais grandiosa que a de Liga da Justiça, além de ser mais impactante.
O longa talvez só fique devendo em história. São muitos personagens presentes no longa e eles contam com motivações claras e compreensíveis, mas faltou um pouco de desenvolvimento de alguns. Até por isso, a cena exibida no meio dos créditos já sugere uma continuação, que será capaz de aprofundar o interessante universo do homem-peixe.
Aquaman é uma mudança de rumo para o DCEU, após a saída de Zack Snyder, que ainda é creditado como produtor executivo. James Wan conseguiu criar uma aventura que é capaz de divertir e que apresenta uma narrativa mais leve, ainda que os impactos no mundo sejam sentidos e existam.
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