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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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Teatro

Edição impressa de 12/12/2018. Alterada em 12/12 às 01h00min

Grupo Tholl encena espetáculo de natal no Araújo Vianna

Grupo Tholl exibe hoje, no Araújo Vianna, o espetáculo No Natal daquele ano

Grupo Tholl exibe hoje, no Araújo Vianna, o espetáculo No Natal daquele ano


JULIANO KIRINUS/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
"Muitos não acreditavam que a mistura do circo com o teatro poderia dar certo." A frase de João Bachilli é curiosa, considerando tudo o que o Grupo Tholl já passou desde sua concepção, ainda com outro nome, em 1987. O grupo pelotense retorna a Porto Alegre hoje para a apresentação do espetáculo No Natal daquele ano, no Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685), às 21h. Os ingressos estão à venda entre R$ 70,00 e R$ 140,00.
Popular pela sua performance em que mistura teatro e circo, o Grupo Tholl ganhou outra proporção nos últimos anos. Idealizador e diretor do grupo, João Bachilli conta que, na época do surgimento do grupo - ainda como Oficina Permanente de Técnicas Circenses (OPTC), embrião do Tholl - a ideia era montar apresentações que tivessem a presença das influências do circo. "Eram muitos os que não acreditavam que poderia funcionar, que a mistura do teatro com o circo não faria sentido", relembra.
Foi em 1987 que tudo começou, com o primeiro grupo de pessoas formando a OPTC. Os interessados foram se juntando e constituíram uma formação de indivíduos que realmente acreditavam e se apresentavam por prazer. "O objetivo era vivenciar o dia a dia", afirma Bachilli. A OPTC fazia parte do Teatro Escola de Pelotas, e o caminho não foi fácil: a estrutura para os ensaios era simples, faltando dinheiro para roupa e equipamentos.
O grupo, porém, parece acreditar na frase expressa pelo diretor: o progresso surge com a aprendizagem, tudo sendo realizado no seu devido tempo. Prova disso é que foram 13 anos em que a estrutura da OPTC permaneceu sob influência do Teatro Escola de Pelotas, desvinculando-se em 2000. Não demorou mais do que dois anos e, com os 15 anos de experiência acumulados, eles lançaram a primeira montagem em 2002, intitulada Imagem e Sonho. A apresentação ocorreu no atualmente fechado Teatro Sete de Abril, um dos mais antigos do Brasil.
Com a OPTC abrindo caminho, ficou claro que a sigla era de difícil compreensão e de lembrança para o público. A partir, então, de uma enquete no site do grupo surgiu o nome definitivo: Tholl. "Este é o nome fantasia, de guerra, que nos leva ao público", conta Bachilli. Já são mais de mil apresentações e mais de 1 milhão de espectadores.
Com um repertório de seis espetáculos, o que será exibido hoje no Araújo Vianna é um dos mais pedidos e amados pelo público. Isso é percebido em razão da demanda dos contratantes - alguns gostariam que o Tholl produzisse algo relacionado ao Natal ao final das suas apresentações, ideia que incomodava Bachilli. "Odeio que tentem alterar a minha obra. É como se você falasse a um pintor que ele deveria mudar a posição da sombra ou de um objeto no quadro", conta ele.
Foi a deixa, então, para o Tholl criar uma nova montagem, agora com foco natalino. No Natal daquele ano surgiu em 2016. "É um espetáculo divertido, que se encaixa como uma grande festa de amizades. Serve também como um momento para cultivar sonhos e celebração", descreve Bachilli.
A iniciativa deu certo e gerou frutos. Para 2019, o grupo já prepara uma nova montagem natalina, que servirá como uma espécie de complemento para a atual. Outras novidades para o ano que vem já estão confirmadas - como A casa, nova montagem de linguagem contemporânea do grupo, cuja produção começa em março.
Bachilli não esconde o desejo de tornar o Tholl ainda mais internacional, quem sabe com um carimbo europeu no passaporte. "Israel, Portugal, Espanha foram países que tivemos a oportunidade de ir, mas faltou investimento de patrocínio. Como confirmado para 2019, nós vamos em direção à Argentina, Chile, Equador e Uruguai, sendo a Europa uma possibilidade."
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