Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 29 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

ESPETÁCULO

Edição impressa de 29/11/2018. Alterada em 29/11 às 01h00min

Espetáculo sobre Revolução Farroupilha é apresentado na Orla do Guaíba

Revolução Farroupilha, uma história de sangue e metal é promovido pela Câmara de Vereadores

Revolução Farroupilha, uma história de sangue e metal é promovido pela Câmara de Vereadores


MARCO QUINTANA/JC
Ricardo Gruner
A Revolução Farroupilha em cinco atos: um espetáculo multimídia, com projeções e apresentações de circo, dança, música e teatro é atração na Orla Moacyr Scliar, em Porto Alegre, com entrada franca, no fim de semana. Com o título de Revolução Farroupilha, uma história de sangue e metal, a montagem tem três apresentações - sexta-feira (30), sábado (1º) e domingo (2) -, sempre às 20h, com direção geral de Clóvis Rocha.
São cerca de 100 artistas envolvidos no trabalho, desenvolvido em pouco tempo. O projeto foi anunciado em setembro como vencedor do edital da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para promoção de atividades culturais - com verbas do orçamento anual do Legislativo, de R$ 300 mil - e desenvolvido em um período muito menor do que o usual.
A base é o livro-poema A Revolução Farroupilha, de Luiz Coronel, com ilustrações de Danúbio Gonçalves. Assim como a publicação original, o espetáculo possui uma divisão em cinco blocos, estrutura que otimizou a rotina de ensaios. O primeiro deles é chamado de Cantos iniciais, com grande participação musical e apresentação das ideias revolucionárias; o segundo, Caminhos de guerra, contempla o enfrentamento, retratado por trabalho circense conduzido por Dilmar Messias. Na terceira parte -, Lamentações, mortes heroicas e mortes covardes há uma leitura em dança, segundo as ideias de Gustavo Silva e Carini Pereira, para as perdas do confronto. Já os dois últimos blocos são Heróis anônimos, que apresenta a guerra dos porongos e injustiças através do teatro de Jessé Oliveira, e Ideal Farroupilha, em que o Grupo Andanças (com direção de Cláudia Dutra) destaca o ser gaúcho, mitos, tradição e folclore.
O roteiro, portanto, não promove uma celebração incondicional. "Mais importante para mim são as ideias que podem ser retiradas e que foram criadas por aqueles que estavam bem avante das propostas existentes no Brasil naquele momento. (A revolução farroupilha) tem um quê precursor, mas tem seus erros também", comenta Clóvis Rocha.
Apesar das diferentes propostas, o tom é o mesmo durante toda a atração, garante o diretor-geral. "O tom é dado por dois personagens que perpassam toda a história. Um representa os generais farrapos, mas é um pajeador. A outra é uma mulher que representa as gaúchas, as mães, a revolução", descreve Clóvis Rocha, ressaltando que uma banda ajuda a fazer a costura. Participam instrumentistas, cantores e atores como Erick Endres, Paulinho e Ernesto Fagundes, Valéria Houston e Rossendo Rodrigues, entre outros.
Os poemas musicados foram adaptados por João Maldonado e Éverson Vargas, mas nem toda a obra de Coronel ganhou o mesmo tratamento: há também poemas declamados e dançados ao longo da montagem. Já o trabalho de Danúbio Gonçalves é referência nos figurinos e aparece nas projeções, como pano de fundo para a narrativa.
Conforme o diretor-geral, o espetáculo não é uma ópera rock - diferentemente do que se falou quando o edital estava em elaboração. "Não que não tenha alguma coisa de rock. Mas tem música clássica? Tem pop? Tem tradicionalismo? Tem", contextualiza.
Devido à cenografia externa e número de envolvidos, é difícil que Revolução Farroupilha, uma história de sangue e metal circule pelo Estado da mesma maneira com a qual estreia em Porto Alegre. Em cena, por exemplo, podem ser vistos 50 artistas - e até o começo da semana os ensaios gerais aconteciam no Theatro São Pedro, e não na orla, onde será montada a estrutura.
Entretanto, o realizador vislumbra a possibilidade de adaptar o projeto para poder levá-lo a outros municípios no futuro - em uma versão mais enxuta, com uma roupagem para teatros. "Seria muito interessante passar nas cidades históricas relacionadas à Revolução Farroupilha", prevê.
Para aproveitar neste fim de semana, os espectadores são incentivados a levar cadeiras de praia, cangas e outros itens que facilitem sua comodidade.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia