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Porto Alegre, terça-feira, 25 de setembro de 2018.
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Cultura

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Música

Edição impressa de 25/09/2018. Alterada em 25/09 às 01h00min

Sexteto Gaúcho lança primeiro disco autoral em outubro

Conjunto toca em parceria há quase dez anos, mesmo que o nome do grupo só tenha surgido mais tarde

Conjunto toca em parceria há quase dez anos, mesmo que o nome do grupo só tenha surgido mais tarde


FLAVIO NEVES/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
O Sexteto Gaúcho mal entrou em estúdio, no último domingo (23), para a gravação do seu primeiro disco autoral, e já vislumbra o futuro próximo: a finalização deve acontecer ainda em setembro, e o lançamento do registro está previsto para o mês que vem. Quem analisa apenas para as datas pode encarar o coletivo como apressado, mas não há nada de imediatismo no trabalho dos seis integrantes. A turma formada por Samuca do Acordeon, Elias Barboza (bandolim), Lucian Krolow (flauta), Mathias Pinto (violão 7), Guilherme Sanches (pandeiro) e Alexandre Susin (cavaquinho) toca em parceria há quase dez anos, mesmo que o nome do grupo só tenha surgido mais tarde.
Neste fim de semana, no entanto, o foco é outro. Os músicos celebram o centenário de Jacob do Bandolim, carioca visto como um ícone do choro. O show acontece às 17h de sábado (29), no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1,.028), espaço onde os integrantes do conjunto são atualmente professores de uma oficina dedicada ao ritmo. "O espetáculo vai ter repertório dele, com clássicos e músicas 'lado B'. E talvez alguma música surpresa do nosso disco, para mostrar, divulgar", antecipa Mathias Pinto. Ingressos a R$ 12,00, à venda no local ou na internet.
Conforme o violonista, o álbum, ainda sem título, gira em torno do conceito de choro com "sotaque gaúcho". Apesar da brasilidade ligada ao gênero, entram em pauta as peculiaridades regionais. Uma boa analogia, de acordo com o instrumentista e produtor executivo do projeto, é comparar o jeito como os nascidos no Rio Grande do Sul falam com a maneira com que os nativos de outras partes do País se expressam verbalmente. "Eu acredito que o choro gaúcho tem algumas influências das músicas do Sul, o tango, a regionalista...", cita ele. "É um choro de intensidade forte, tem essa linguagem toda que transborda, como acontece no chamamé", exemplifica.
O disco ainda inédito vai contar com oito faixas autorais, compostas pelos integrantes do grupo coletivamente ou de maneira isolada. A faixa Te avisei, por exemplo, é uma parceria de Mathias Pinto e Alexandre Susin; já a polca A força do hábito tem assinatura de Pinto, Elias Barboza e Samuca do Acordeon. Boa parte do material foi escrito já com objetivo de integrar o registro - ou seja, já com a proposta dos músicos em mente.
Aos elementos já citados, o violonista adiciona outras características ao trabalho: "Achamos uma maneira muito própria de interpretar as músicas do sexteto. É um som com bastante peso, algumas músicas com velocidade, virtuosismo. Talvez não seja o disco mais suave, colocado, de canções", explica ele, que tocou com os colegas no Festival Internacional de Choro em Nova Iorque, no ano passado.
Para destacar esses elementos, o grupo, que se conheceu em rodas de choro da capital gaúcha, optou por gravar tudo ao vivo no estúdio - ao invés de fazer sessões separadas para cada instrumento. O financiamento ficou a cargo dos próprios integrantes, que assumiram também a produção do material e vão bancar a prensagem: apesar do foco no lançamento digital (e disponibilização na internet), o álbum vai contar com uma versão física.
O projeto autoral surgiu na carreira dos instrumentistas logo após a participação em outra gravação. Em agosto, o sexteto esteve envolvido com o longa-metragem Plauto Cruz - um sopro musical, sobre o flautista homônimo, considerado um dos maiores instrumentistas do Rio Grande do Sul. O filme tem lançamento previsto para o ano que vem, com produção de Carlos Peralta e direção de Rodrigo Portela. Mathias Pinto ficou encarregado da direção musical.
Já a respeito do show no Santander Cultural, o violonista entende que não é nenhuma surpresa dedicarem-se a celebrar a obra Jacob do Bandolim. De acordo com o porto-alegrense, o homenageado é uma influência para qualquer músico de choro. O repertório do ícone, cuja trajetória inclui composições como Doce de coco, Noites cariocas e Vibrações, vai ser adaptado para a formação do coletivo gaúcho.
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