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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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Exposição

Edição impressa de 10/09/2018. Alterada em 09/09 às 22h14min

Galeria Bublitz celebra três décadas de arte

Obra de Érico Santos integra mostra que celebra aniversário da Galeria Bublitz

Obra de Érico Santos integra mostra que celebra aniversário da Galeria Bublitz


/DANIEL MARTINS/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
"Que venham mais 30". A frase resume o sentimento de Nicholas Bublitz, marchand da Galeria Bublitz (Vicente da Fontoura, 2.600), que inaugura hoje, com vernissage a partir das 19h30min, uma exposição especial celebrando as três décadas do espaço de arte.
Serão 30 artistas com obras expostas até 10 de outubro, mês de aniversário da galeria. A seleção dos artistas, explica Bublitz, privilegia aqueles que têm relevância e trabalham com certa frequência com o espaço cultural. "Tivemos muitos artistas importantes que já expuseram trabalhos conosco, mas sem maior frequência, algo mais individual ou esporádico", diz ele.
Responsável pela galeria, Bublitz conta que sempre busca apresentar aos clientes mais do que apenas a beleza de um quadro. "A trajetória e o repertório de um profissional são importantes para que se agregue valor a uma obra. Isso eu levo em consideração: uma cópia pode ser linda, mas ela ainda será uma cópia, sem a condição de original", explica.
A trajetória do espaço também se confunde com a história de Nicholas Bublitz. À frente desde a inauguração, em outubro de 1988, sua formação artística ocorreu na rotina familiar. "Cresci numa família com o balé sempre presente e indo para espetáculos, convivendo com diferentes formas de arte. Sem dúvidas que isso ajudou a despertar o interesse", conta.
O interesse continuou mesmo quando Bublitz seguiu para os Estados Unidos, com 19 anos, lá trabalhando na galeria de arte indígena Dakota Plus Gallery, em Dakota do Sul. Anos depois, rumou para a França para  estudar Direito na Universidade de Panthéon-Sorbonne. A arte, naquela época, também era meio de sobrevivência. "Vendia gravuras assinadas que comprava na Galeria Art Cadre, em Saint Germain de Prés, para turistas na rua ou em meu apartamento", lembra ele.
De volta ao Brasil com algumas gravuras francesas na mala, não demorou muito para que a Bureau d'Art Comércio de Obras de Arte, nome do registro da Bublitz Galeria de Arte, fosse aberta, em 18 de outubro de 1988. "A formação acadêmica foi importante, mas hoje sou feliz por poder fazer o que gosto".
A galeria é um espaço que comercializa peças artísticas com um estilo mais clássico, mas que também abraça o contemporâneo. "Também valorizamos mais os artistas locais, não necessariamente os gaúchos, mas sim aqueles que têm um mercado de atuação aqui no Estado. As galerias são importantes para o mercado e valorização do artista, já que representam um percentual considerável do comércio de arte", afirma o marchand.
Bublitz percebe diferenças no panorama artístico de 1988 e o atural. "As galerias eram mais badaladas, acho que havia um maior destaque na mídia e isso ajudava", conta. Ele observa que a maioria do público é de mais idade, com um menor interesse dos jovens, mas que não sabe precisar se é algo geracional. "Há também um certo marasmo no mercado, uma diminuição de investimento. O Brasil tem muitos artistas e possibilidades de trabalhar com arte, mas o mercado não cresce".
Ainda assim, ele se mantém otimista. "As experiências que já vivi em função da galeria são ótimas. É um espaço gratuito, feito para que o público aprecie a arte", completa.

30 artistas para 30 anos - Galeria Bublitz

Aldemir Martins, Antonio Soriano, Armando Gonzalez, Carlos Scliar, Carmen Medeiros, Claudia Stern, Erico Santos, Fernando Ikoma, Flavia Antoniolli, Flávio Scholles, Graça Craidy, Inos Corradin, Jane de Bhoni, João Carlos Bento, Kenji Fukuda, Lou Borghetti, Mádia Bertolucci, Marcelo Hübner, Marcia Marostega, Mario Soldatelli, Miriam Postal, Mirian Garcia, Paulo D'Avila, Rosi Moreno, Suzi Etchepare, Valter Balestra, Vasco Prado, Velcy Soutier, Victor Hugo Porto, Vitório Gheno

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