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Porto Alegre, terça-feira, 14 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Cultura

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Artes Visuais

Edição impressa de 14/08/2018. Alterada em 14/08 às 01h00min

Exposição com mais de 170 máscaras é atração no Santander Cultural

Máscara da medusa é uma das que compõe Etnos - Faces da diversidade

Máscara da medusa é uma das que compõe Etnos - Faces da diversidade


LUCCAS VILLELA/DIVULGAÇÃO/JC
Bela e assustadora ao mesmo tempo, a máscara acima foi inspirada na figura mítica da Medusa, que a todos petrificava com seu olhar mortal. O objeto é um dos tantos que compõem a mostra Etnos - Faces da diversidade, que abre nesta terça-feira (14) às 19h, no Santander Cultural, e poderá ser visitada desta quarta(15) até o dia 7 de outubro, com entrada franca.
Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra reúne uma coleção de 173 máscaras, que incluem desde peças ritualísticas africanas, figurinos do teatro Nô japonês, máscaras do Carnaval Veneziano e Colombiano, máscaras das culturas coreanas, chinesas e indígenas das Américas, até máscaras do cosplay, do cinema e da cultura pop, como a do duo de música eletrônica Daft Punk.
Segundo Dantas, o que diferencia uma etnia de outra não são os corpos ou os anseios de felicidade e nem o instinto de vida e de amor. Essa diferença se dá pelas visões de mundo, as culturas e, para capturá-las, há um atalho.
Em praticamente todos os grupos étnicos existem artefatos faciais como máscaras, adornos ou pinturas. "Elas remetem a poder, transgressão, anonimato, sexualidade, sabedoria, guerra e morte. A máscara carrega o símbolo de quem somos e do que queremos incorporar ao vesti-la", afirma, no texto curatorial.
A ideia de Etnos é reconhecer, por meio das máscaras, a diversidade cultural existente no planeta e, ao mesmo tempo, identificar, dentro de tanta diferença, algo em comum na essência humana.
A máscara também tem o atributo fundamental de ocultar a face de seu portador. Na era digital, a relação entre máscara e identidade ganha mais complexidade. Com o reconhecimento facial e a inteligência artificial, o rosto é lido como um conjunto de dados que diferencia cada indivíduo, um reconhecimento permanente que suprime o anonimato e revê o sentido de privacidade.
Essa máscara de Medusa foi criada originalmente para a cantora islandesa Björk. Mito milenar, até hoje adaptado em quadrinhos, filmes e games, a Medusa é a encarnação do feminino ameaçador na forma de uma mulher monstruosa e fatal. Ela era uma linda sacerdotisa do templo de Atena, assediada por Poseidon. Furiosa, Atena decidiu amaldiçoá-la: transformou seus cabelos em serpentes e sua bela face num rosto tão terrível capaz de petrificar quem o encarasse.
O artefato, desenvolvido pelo designer James Merry, foi usado por Björk em editoriais para revistas e também no videoclipe da canção Notget, lançado em 2015.
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