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Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.
Notícia da edição impressa de 24/03/2020.
Alterada em 23/03 às 21h49min
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Coronavírus e eleições 2020

Desde que se intensificaram as consequências da pandemia, líderes do Congresso começaram a falar na possibilidade de adiar o pleito que escolherá os novos prefeitos e vereadores. No final de semana, falando para prefeitos das capitais, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, engrossou o coro dos que defendem adiar as eleições. A disputa eleitoral pode comprometer o foco dos gestores e causar uma "tragédia", disse. O coronavírus traz transformações gerais nas relações sociais. Governos e sociedade precisam refletir sobre o mundo depois da pandemia.
Desde que se intensificaram as consequências da pandemia, líderes do Congresso começaram a falar na possibilidade de adiar o pleito que escolherá os novos prefeitos e vereadores. No final de semana, falando para prefeitos das capitais, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, engrossou o coro dos que defendem adiar as eleições. A disputa eleitoral pode comprometer o foco dos gestores e causar uma "tragédia", disse. O coronavírus traz transformações gerais nas relações sociais. Governos e sociedade precisam refletir sobre o mundo depois da pandemia.

País não está preparado

O coronavírus nos mostra que não estamos preparados e nem aparelhados para enfrentar catástrofes de grande proporção. No caso do Brasil, a teimosia burocrática e o interesse pessoal podem continuar a sobrepor o bom senso.

Gestões de campanhas

As eleições municipais de 2020 vão consumir mais de R$ 5 bilhões em gastos de campanha e estrutura para realizar esses pleitos. Reeleger prefeitos, reeleger vereadores ou subsistir alguns. Aqueles que não forem eleitos ocuparão cargos públicos em outras esferas. Resumindo, nada vai mudar. Então, porque, num caso excepcional como este a que fomos submetidos, não prorrogar esses mandados e realizar eleições gerais em 2022 para presidente da República, governadores e prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais e vereadores? Sugere um experiente político ao mesmo tempo que fazia os cálculos dos valores que podem ir para a saúde e salvar vidas.

Vantagens com essa medida

A regra seria que aqueles que tiverem seus mandatos prorrogados não poderão concorrer a mesma função em 2022, quando começaria um novo ciclo. Os partidos necessariamente deverão ser coerentes com seus programas e lançarem candidatos majoritários em todas as esferas. Fortalece a democracia com a pluralidade de ideias e debates. "Certamente será reduzido o número de partidos de aluguel com a proibição de coligações nas proporcionais. Evitaremos incoerência ideológica", acentua um veterano de várias eleições.

Sem incoerência ideológica

Anarquia e incoerência ideológica que existem hoje não mais existirão. Para presidente apoia candidatos de A, para governador candidato B e para prefeito candidato C. Na opinião do analista político, "vamos aproveitar o tempo de ficar em casa e realizar medidas para melhorar o Brasil. Não dá para continuar cometendo os mesmos erros". Com isso, as eleições seriam de 4 em 4 anos, ninguém suporta mais eleições de 2 em 2 anos.

Favorável à mudança

O senador gaúcho Lasier Martins (Podemos) é favorável à mudança da data das eleições. Considera melhor a realização do pleito no fim de novembro ou início de dezembro, que "ainda daria tempo para o segundo turno". Ele defende um amplo debate para saber se convém ou não essa mudança.
 
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.