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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 11/03/2020.
Alterada em 11/03 às 08h10min
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Cautela é a recomendação

Olho nos fundamentos de longo prazo das economias. Esta foi a recomendação dos operadores de mercado dos grandes bancos brasileiros na tarde desta terça-feira. A expectativa, em Brasília, é com a possibilidade de nova baixa da taxa de juros pelo Banco Central, seguindo a tendência do Federal Reserve dos Estados Unidos, que decidiu antecipar, possivelmente para esta quarta-feira, outro corte de sua taxa básica, que estava marcada para 18 de março. Cautela, esta é a palavra de ordem para enfrentar as incertezas geradas pelo pânico da crise do coronavírus, que se espalha pelo mundo.
Olho nos fundamentos de longo prazo das economias. Esta foi a recomendação dos operadores de mercado dos grandes bancos brasileiros na tarde desta terça-feira. A expectativa, em Brasília, é com a possibilidade de nova baixa da taxa de juros pelo Banco Central, seguindo a tendência do Federal Reserve dos Estados Unidos, que decidiu antecipar, possivelmente para esta quarta-feira, outro corte de sua taxa básica, que estava marcada para 18 de março. Cautela, esta é a palavra de ordem para enfrentar as incertezas geradas pelo pânico da crise do coronavírus, que se espalha pelo mundo.

Evitar desemprego e recessão

No momento, tanto em Brasília como nas demais capitais dos países desenvolvidos, espera-se as medidas que os governos anunciarão para apoiar as empresas abaladas pelos prejuízos causados pelos efeitos da crise sanitária, para evitar ao máximo desemprego e recessão mundial.

Paralisação das fábricas

WILSON DIAS/ABR/JC
O ministro Paulo Guedes disse que está estudando como fazer para minimizar os efeitos no Brasil. O mesmo ocorre nos Estados Unidos e na Europa. A verdade é que as economias estão se desintegrando com a paralisação das fábricas quebrando as cadeias de produção, um obstáculo para uma retomada das atividades produtivas, depois que o pânico se for e os governos liberarem as restrições à movimentação das pessoas e mercadorias nas grandes cidades.

Crise no setor de serviços

O mesmo vale para as atividades do setor de serviços. Nessa área, geralmente operada com o ameaçador contato próximo entre as pessoas, a crise é mais profunda. Desde a manicure do subúrbio, até os grandes projetos turísticos, todos suspensos até segunda ordem, com o medo da disseminação da doença. Na terça-feira os mercados experimentaram uma pequena movimentação, depois da segunda feira trágica. A semana abriu com o pior pregão das Bolsas na Europa, desde 2008. No Brasil, os números negativos mais dramáticos em duas décadas.

Paciência e tranquilidade

A recomendação para as pessoas, principalmente os investidores, é muita cautela. Confiar que os ativos e a infraestrutura estão intactas, que são as condições essenciais para uma retomada. No entender desses especialistas, ainda levará três meses até o coronavírus ser absorvido pela natureza, incluindo as pessoas, passando, então a fazer parte das defesas naturais da humanidade. Até lá, muita paciência e tranquilidade, na expectativa de que a ciência, uma vez, mais, seja a tábua de salvação para as ameaças à saúde da espécie humana.
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.