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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 22 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 12/02/2020.
Alterada em 11/02 às 21h29min

Contra-ataque dos servidores

 Audiência Pública da Comissão de Agricultura do Senado 
Na foto: Luis Carlos Heinze

Audiência Pública da Comissão de Agricultura do Senado Na foto: Luis Carlos Heinze


/MARIANA CARLESSO/arquivo/JC
Os servidores públicos estão indignados com discursos agressivos feitos por integrantes do governo. Prometem um contra-ataque e até ações judiciais contra o ministro da Economia, Paulo Guedes. Às vésperas da discussão e da votação das reformas administrativa e tributária no Congresso Nacional, servidores públicos prometem mobilizações nas ruas e buscam um serviço público fortalecido. As afirmações feitas por Guedes, chamando os funcionários públicos de parasitas, fez voltar um clima de enfrentamento, com os ânimos mais acirrados.
Os servidores públicos estão indignados com discursos agressivos feitos por integrantes do governo. Prometem um contra-ataque e até ações judiciais contra o ministro da Economia, Paulo Guedes. Às vésperas da discussão e da votação das reformas administrativa e tributária no Congresso Nacional, servidores públicos prometem mobilizações nas ruas e buscam um serviço público fortalecido. As afirmações feitas por Guedes, chamando os funcionários públicos de parasitas, fez voltar um clima de enfrentamento, com os ânimos mais acirrados.
Parasita, não
Lideranças dos servidores reclamam que já foram taxados de tudo: preguiçosos, incompetentes, marajás, improdutivos, elite corporativistas, sangue azul. Mas parasitas foi o que causou mais indignação e revolta. As afirmações do ministro da Economia tiveram o poder de unir categorias do serviço público que, aparentemente, estavam quietas e sem projeto definido. O governo cutucou a onça com vara curta. E ela morde.
Reformas vão andar
O senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PP, foto) acha que as palavras do ministro Paulo Guedes foram muito fortes. O senador afirma que "não se pode generalizar uma categoria, (como) todo o agricultor é sacana. Alguns são, outros não. Todo jornalista é safado. Tem alguns que não são". Na opinião do congressista, "os funcionários públicos e a esquerda vão fazer a parte deles, mas a reforma administrativa e a tributária vão andar no Congresso Nacional. Pressão é democrática. Cada um faz a sua parte", assinalou o experiente parlamentar.
Espionagem política
Um mercado que se amplia cada vez mais em Brasília é o da espionagem e contraespionagem, que opera no submundo do centro político. Na capital da República, trabalhos de investigações chegam a custar R$ 100 mil. Para manter seus gabinetes e escritórios longe dos grampos indiscretos, políticos e empresários pagam caro para vasculhar escutas e câmeras ocultas. Mas o certo é que ninguém está imune à ação das arapongas não oficiais. Os profissionais do setor dizem que a maioria dos clientes tem telhado de vidro.
Investigação ilegal
O senador gaúcho Lasier Martins (Podemos) afirma que é ilegal. "Se o governo tem um departamento oficial de investigação, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e, ainda assim, precisar de arapongas, é o próprio fracasso do órgão de investigação oficial. Acho que não deveríamos chegar a esse ponto, pois é ilegal", acentuou o senador gaúcho.
 
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.