Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 22 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 06/02/2020.
Alterada em 05/02 às 22h09min

Empréstimo consignado

POL - deputado federal Ronaldo Santini foto Edgar Lisboa

POL - deputado federal Ronaldo Santini foto Edgar Lisboa


/EDGAR LISBOA/ESPECIAL/JC
O empréstimo consignado para aposentados é recorde e começa a preocupar o governo, que tenta evitar prática abusiva. O crédito para os pensionistas cresceu 11% em 2019 comparado a 2018. Foi para R$ 138,7 bilhões. Aposentados estão buscando empréstimos para pagar contas e acabam mais enrolados ainda. Tem que optar entre pagar as contas ou pagar remédios. O cerco aperta cada vez mais.
O empréstimo consignado para aposentados é recorde e começa a preocupar o governo, que tenta evitar prática abusiva. O crédito para os pensionistas cresceu 11% em 2019 comparado a 2018. Foi para R$ 138,7 bilhões. Aposentados estão buscando empréstimos para pagar contas e acabam mais enrolados ainda. Tem que optar entre pagar as contas ou pagar remédios. O cerco aperta cada vez mais.
Assédio dos bancos
O assédio de bancos a essa clientela com quitação garantida do empréstimo, que levou as dívidas de aposentados e pensionistas do INSS no crédito consignado a bater recorde em 2019, é cada vez mais intenso. O governo está tentando evitar que a prática seja usada de forma abusiva e trabalha para diminuir o custo desse tipo de empréstimo no cenário atual de queda dos juros básicos. O saldo da carteira de crédito cresceu R$ 13,5 bilhões ao longo do ano passado. Como o desconto é feito direto nas aposentadorias e pensões, o patamar dos calotes acima de 90 dias é um dos mais baixos do mercado fechou 2,6% em 2019.
Proteger os idosos
Para o deputado federal gaúcho Ronaldo Santini (PTB, foto), é fundamental que o governo proteja a classe dos aposentados que tendem, a maioria do caos, comprometer sua renda buscando financiamentos, empréstimos que, muitas vezes, já chegam maquiados e oferecidos como um grande negócio. Hoje, assinala o parlamentar, " é a forma de empréstimo que se tem a maior certeza da adimplência, quase não tem inadimplência nesse tipo de empréstimo porque é descontado direto na fonte do cara".
Ações urgentes
Para proteger essas pessoas, indicou o parlamentar, o Congresso pode fazer a votação de qualquer medida que venha pelo governo nesse sentido. Além disso, acha que o Parlamento pode levantar essa discussão dentro das Comissões de Seguridade Social e Família, ou da Comissão de Finanças, fazendo algum tipo de legislação proibitiva para esses setores, destacou.
Agiotagem oficial
O deputado federal gaúcho Bibo Nunes (PSL) foi direto: "Vamos acabar com essa agiotagem oficial contra os idosos, que é o empréstimo consignado". Os juros para os empréstimos dos idosos que sofrem para pagar seus caros remédios chegam a 22%. "Não vai ficar assim."
Está com o nome sujo
Empréstimos com bancos e financeiras estão liderando a inadimplência no País, segundo dados do SPC Brasil. Uma pesquisa divulgada em novembro mostra que sete entre cada 10 usuários têm restrição do nome, ou, como dizem popularmente em Brasília, "estão com o nome sujo".
Cuidado com os golpes
Têm crescido e assustado os idosos golpes que surgem a cada dia. Especialistas alertam para que os aposentados tenham cuidado com golpes, e nunca devem fechar empréstimos por telefone. Se existir qualquer suspeita de irregularidade, o segurado deve denunciar ao seu próprio banco, ou procurar os órgãos de defesa do consumidor.
 
Comentários CORRIGIR TEXTO
Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.