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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 24 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 01/11/2019.
Alterada em 02/11 às 12h32min

Leite e Doria vão à China

Leite e Doria vão arregimentar governadores não-alinhados com bossa nova do PSDB

Leite e Doria vão arregimentar governadores não-alinhados com bossa nova do PSDB


GUSTAVO MANSUR/DIVULGAÇÃO/JC
O governador Eduardo Leite fechou com o governador de São Paulo, João Doria, a tática de uma manobra para arregimentar um grupo de governadores não-alinhados em torno do projeto da bossa nova do PSDB, representada por esses dois líderes, que estão avançando sobre o comando nacional do partido.
O governador Eduardo Leite fechou com o governador de São Paulo, João Doria, a tática de uma manobra para arregimentar um grupo de governadores não-alinhados em torno do projeto da bossa nova do PSDB, representada por esses dois líderes, que estão avançando sobre o comando nacional do partido.
Isca aos descontentes
A isca aos descontentes com o governo Jair Bolsonaro (PSL) é uma vaga na comitiva que Doria e Leite estão articulando para uma visita empresarial à China no ano que vem, possivelmente em maio, para atrair investimentos. E, claro, chamar muita mídia para esse segmento em sedimentação, que pode desembocar numa candidatura à presidência da República em 2022.
Tucanos voando longe
Confirmaram participação, frente ao empresariado de seus estados, os governadores Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo. Entre os tucanos, Reinaldo Azevedo, do Mato Grosso do Sul, ainda não aparece na lista. Pode ser cautela.
Relações com Pequim
Doria anunciou a manobra em um evento no Palácio Bandeirantes, que ele abriu para lançamento oficial, no Brasil, da edição em português do livro do presidente Xi Jinping. Habilmente, aliou esse movimento à intensificação das relações com Pequim, sem demonstrar que o tema, neste momento, obscurece a missão do presidente Jair Bolsonaro, recém encetada aquele país.
Duas missões à China
No ano passado, Doria realizou duas missões empresariais à China, patrocinadas pelo governo do estado. Uma delas comandada pelo próprio; a outra pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). A comitiva chinesa presente ao evento era chefiada por ninguém menos que o vice-ministro Liana Yanshum, chefe do Departamento de Comunicação do Partido Comunista da China, um cargo que nos regimes comunistas é de grande importância política, gestor da ideologia oficial.
Cúpula do Brics
Na semana que vem o presidente Xi Jinping estará no Brasil para a reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Com isto, entretanto, Doria roubou a cena. É um início de caminhada. Como dizia Mao Tse-Tung, "para uma grande marcha de 10 mil quilômetros é preciso dar o primeiro passo".
Guerra fria no Cone Sul
O bate-boca entre os presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e o eleito na Argentina, Alberto Fernández, pode reabrir uma velha chaga no Cone Sul, a guerra fria entre Brasil e Argentina que, desde o pós-Guerra do Paraguai, vem obscurecendo as relações entre os dois países.
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.