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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de agosto de 2019.
Dia do Controle de Poluição Industrial.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 14/08/2019.
Alterada em 13/08 às 21h54min
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Radares móveis

Entrevista especial com o deputado estadual Marlon Santos (PDT), presidente da Assembleia Legislativa em 2018.

Entrevista especial com o deputado estadual Marlon Santos (PDT), presidente da Assembleia Legislativa em 2018.


/LUIZA PRADO/JC
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que pretende acabar com os radares móveis nas estradas brasileiras e ainda cancelou a instalação de 8 mil radares móveis em rodovias federais. "Isso é coisa de uma máfia de multas, é um dinheiro que vai para o bolso de poucos aqui, é uma indústria de multas", denunciou. E prometeu: "A partir da semana que vem, não teremos mais essa covardia de radares móveis no Brasil".
Fábrica de multas
O deputado federal gaúcho Marlon Santos (PDT, foto) concorda com o presidente Bolsonaro na decisão de suspender os radares móveis. Na opinião do parlamentar, "às vezes, ele pensa certo, mas fala errado o que todo mundo quer falar". O congressista afirmou que "tem medo de orçamento. Uma coisa é a fiscalização, mas o problema no Brasil é que, no sistema político brasileiro, tu dá autoridade para alguém e vira estripulia".
Fazendo campana
Na avaliação de Marlon Santos, "tem horas que o asfalto está bom, e tu vai andar a 80 km/h num lugar que tu podes andar a 110 km/h. Aí, logo lá na subida, tem um policial escondido atrás de uma árvore fazendo campana". E argumenta: "O indivíduo que está roubando, fazendo sacanagem, ele nunca nem vai passar por ali e, se ele passar, não está nem aí para a polícia nem para regra nenhuma".
Só para multar
O parlamentar disse já ter sido vítima várias vezes. "Uma coisa são os pardais, outra coisa são os radares móveis, as campanas, que são feitas para multar. Não é uma questão ostensiva." Para o congressista, "se o radar móvel fosse feito para coibir a velocidade, tudo bem, mas não, ele é feito para multar. É a isso que o Bolsonaro está se referindo".
Experiência de Butiá
O deputado conta que "tem um espaço, por exemplo, num lugar que eu já fui multado umas duas vezes. Fica ali na Vila do Butiá, na BR-290, quando tu vens de Cachoeira sentido Porto Alegre". Segundo o parlamentar, "logo que passa o trevo do Butiá, eles erraram ali, eu acho a pista dupla, e, assim, tu te obrigas a puxar para arrancar em cima da pista dupla, porque tu enxergas tudo para a frente, e não tem uma entrada, não tem nada. E logo depois é um pontilhado de mais de dois quilômetros, e aí então é uma fábrica de fazer multas, porque te obriga a passar, e arranca já na faixa dupla". Marlon reclama que "todo mundo fica ali justamente para te pegar. Quer dizer, ao invés de eles corrigirem um erro de sinalização, eles ficam ali fazendo campana".
Humilhado na estrada
"Ninguém quer acidente", assinala Marlon Santos, "mas o problema é que virou uma coisa assim, tu dá autoridade pros caras, e a gente fica humilhado na estrada. Eu, esses dias, fui atacado, fui multado; eu assino, fico quieto, não discuto. Mas aí fico ouvindo o que eles estão fazendo com os outros. E é uma truculência que não tem explicação".
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Edgar Lisboa

Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.