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Porto Alegre, terça-feira, 28 de maio de 2019.
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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 28/05/2019. Alterada em 27/05 às 22h09min

Defesa das reformas

As manifestações do final de semana, em todo o Brasil, mostraram que mais do que a defesa do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ataques ao Congresso e ao Supremo, a população quer as reformas, e a aprovação do pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Foi uma manifestação expressiva.
Velhas práticas
No final, o alvo principal dos manifestantes foi a atuação do "centrão". Também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ficou no meio do fogo cruzado. Os atos foram classificados por Bolsonaro como espontâneos e como um "recado àqueles que teimam, com velhas práticas, em não deixar que este povo se liberte". Para observadores do Governo, o saldo foi positivo, e que parte da população apoia a maneira como Bolsonaro tem conduzido sua relação com o Congresso.
Reação dos deputados
Deputados reagiram aos ataques a Maia e ao Centrão, grupo que tem o que chamam de núcleo duro: DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade e reúne aproximadamente 200 deputados. Na avaliação de alguns congressistas, a hostilidade das ruas isola ainda mais o Congresso do Executivo. Para o líder do DEM, deputado Elmar Nascimento (BA), "ninguém governa sozinho" e condenou o "radicalismo e a beligerância". Nunca esquecendo que o "Centrão" é o grupo com o qual o governo precisa negociar no Congresso Nacional.
Ataque ao Parlamento
Na opinião do deputado federal gaúcho Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados, "a manifestação ficou abaixo do esperado, e a pauta, por mais que estejam dizendo que era apoio ao governo, tinha muita coisa, entre elas, o fechamento do Congresso, fechamento do Supremo e ataques ao Parlamento". A tendência, segundo o parlamentar, "é que isso fragilize ainda mais a relação com o governo".
Parte da responsabilidade
Segundo o parlamentar, "o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter se envolvido diretamente faz com que ele assuma parte da responsabilidades pelas consequências". Na avaliação do deputado federal gaúcho Giovani Cherini (PR), "a manifestação foi democrática, tranquila, e o governo atingiu seus objetivos".
Fundo de capitalização
A proposta do fundo de capitalização vem sendo discutida intensamente por parlamentares. No final, segundo especialistas, não é o empregado nem as empresas que pagam o fundo. É o consumidor, pois o depósito da fatia salarial que vai para a Previdência, seja ela pública ou privada, de repartição ou capitalização, sai do fator trabalho que compõe o preço dos produtos ou serviços. Segundo analistas, o problema não é de onde o dinheiro vem, mas para onde vai nos 30 anos de espera, antes de chegar ao bolso do aposentado.
 
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