Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 15 de maio de 2019.
Dia do Assistente Social.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 15/05/2019. Alterada em 14/05 às 21h55min

Tamanho da reforma

O cenário político está bastante nebuloso em relação à reforma da Previdência. Um emaranhado de incertezas e queda de braço entre governo e congressistas prometem muitas emoções no que diz respeito, principalmente, à inclusão dos estados e municípios na nova Previdência. Entre os motivos está uma certa preocupação do Palácio do Planalto de turbinar os prováveis adversários eleitorais de 2022.
Governadores já admitem
Alguns governadores já admitem estar fora dos planos do Congresso Nacional. Com mais de 100 assinaturas, uma emenda do deputado Daniel Coelho (PPS-PE) deixa claro que não discute Previdência se os estados não forem retirados. "É inegociável", acentua o parlamentar.
Norte e Nordeste
O deputado federal gaúcho Giovani Feltes (MDB), ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, afirma que fica muito mais claro, de um modo geral, que nas regiões Norte e Nordeste as manifestações de deputados mostrem que existe uma maior dificuldade de, eventualmente, entender a reforma da Previdência como necessária, e até apoiá-la. Na opinião do deputado, "um universo enorme de governadores, especialmente nessas duas regiões do País, faz, muitas vezes, um discurso da necessidade da reforma quando vem a Brasília, mas, lá nos seus quintais, eles acabam falando que a reforma tira dos pobres, e que é ruim", reclamou.
Ônus para os outros
Na avaliação do emedebista, os governadores querem levar o benefício porque sabem que as suas finanças estão em dificuldade. "Sabem que o benefício, na medida em que aprovada a reforma em Brasília, pode ser estendido a todos, mas deixando o ônus para os outros." O deputado disse que as redes sociais são "um universo bastante crítico de deputados estaduais, de partidos que eventualmente estão predispostos a auxiliar na questão da reforma da Previdência, mas gravam mensagens em que são radicalmente contra". Os deputados reclamam: "Sim, eles hoje dizem que são contra porque não são eles que vão votar, nós ficamos com todo o ônus de desgaste aqui e amanhã eles disputam a federal e ficam numa boa", avalia.
Trapalhadas e falta de foco
Para Feltes, "as próprias trapalhadas e declarações intempestivas do governo, a falta de foco, definitivamente, não estão auxiliando para que as coisas possam efetivamente acontecer do ponto de vista da reforma". Em sua opinião, "falta um esclarecimento, com a participação mais clara do governo. Confessadamente, eu me ressinto, me faz falta", afirma.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia