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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019.
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Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 25/02/2019. Alterada em 25/02 às 13h32min

Nova Previdência

Maia (com Bosonaro) quer instalar CCJ para dar início às discussões em plenário

Maia (com Bosonaro) quer instalar CCJ para dar início às discussões em plenário


LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer mostrar comprometimento com o projeto da nova reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL) e quer instalar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã, para dar início às discussões em plenário. A oposição entende que a votação só poderá ocorrer quando as lideranças de todas as comissões estiverem definidas. O PT, como já vem anunciando, promete obstruir e "denunciar inconstitucionalidades" do projeto. O PSL, do presidente, deve presidir a comissão após acordo costurado para apoiar Rodrigo Maia para o comando da Câmara. O importante posto de relatoria do projeto da Previdência é disputado pelo DEM e pelo próprio PSL.
Redistribuição dos ministérios
Começam a ganhar musculatura as pressões para negociar cargos para facilitar a votação da reforma da Previdência, meta principal do governo Jair Bolsonaro. Correntes partidárias defendem redistribuição ministerial para atender os partidos e parlamentares para aprovar o projeto da nova Previdência. Lideranças partidárias devem se reunir com Bolsonaro amanhã. Aliados do PSL entendem que a entrega de cargos do segundo e terceiro escalões não será suficiente para aglutinar base em prol da reforma. Deputados têm mostrado insatisfação com trânsito dos parlamentares no governo e com atuação de militares no Planalto. Pedem que mudanças das bases para aposentadoria de membros das Forças Armadas tramitem junto com a reforma já entregue à Câmara.
Compromisso com investidores
O ajuste fiscal é a chance de Bolsonaro atrair capital para o País e gerar emprego, avaliam analistas. A reforma deve enfrentar resistência das corporações e servidores públicos. O presidente terá de filtrar discussões não republicanas e distribuir cargos de segundo escalão para conseguir apoio, segundo fontes do Parlamento. O presidente Bolsonaro tem afirmado que "a nova Previdência exigirá um pouco mais de cada um de nós". Deputados têm se manifestado a respeito com discurso semelhante: "todos temos que participar do sacrifício".
Oneração das elites
Segundo o presidente, a mudança é para uma causa comum, "o futuro do nosso Brasil e das próximas gerações". Ele afirmou que pessoas de todas as classes vão se aposentar com a mesma idade, mas isso não vai acontecer de uma hora para outra, lembrando as regras de transição. O governo está jogando tudo na oneração das chamadas elites do funcionalismo público e nas corporações mais bem situadas. Reduz a alíquota de contribuição da parcela mais pobre da população. Sem dúvida, o debate vai esquentar nos próximos dias no Congresso, que será pressionado para alterar as condições para a aposentadoria.
Três Coroas
O prefeito Orlando Teixeira (PSD), de Três Coroas, no Vale do Paranhana, afirmou, em Brasília, que o principal problema hoje do município é o desemprego, em função das várias empresas que fecharam. Esteve prospectando emendas parlamentares para os investimentos programados. Mas no que diz respeito à segurança, Três Coroas só tem que comemorar. Recentemente, fala com entusiasmo Teixeira, "inauguramos 112 câmeras de monitoramento, cercando todo o município. É a maior quantidade do Estado, tem mais até que Porto Alegre", comemora. "Somos uma cidade de 180 quilômetros quadrados, com 26 mil habitantes, mas estamos seguros", assinalou.
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Comentários
Carlos A Estivalet Gindri 25/02/2019 08h21min
É ruim de ver que a reforma da previdência ainda não citou mudanças na aposentadoria dos políticos. Por exemplo Romero Jucá e Agripino Maia não reeleitos como senadores irão se aposentar com 32 mil reais por mês. Por que não se aposentam com o teto do INSS ? Assim não dá. Bolsonaro se aposentou com 33 anos. Só o trabalhador paga a conta.