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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 09/01/2019. Alterada em 08/01 às 21h56min

Novos ares no ninho tucano

O PSDB vai se opor à eleição do senador Renan Calheiros (MDB) para a presidência do Senado Federal, anunciou o senador eleito Izalci Lucas, do Distrito Federal, presidente do diretório regional dos tucanos em Brasília. Na disputa interna, há dois grupos: um liderado pelo presidente nacional Geraldo Alckmin; outro, pelas novas lideranças do partido - os governadores tucanos de São Paulo, João Doria Júnior; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azevedo. Esses trabalham uma nova posição do partido, que é defendida também pelos jovens parlamentares do PSDB.
Aproximar da população
O deputado gaúcho eleito, Lucas Redecker, que foi líder tucano na Assembleia do Rio Grande do Sul, disse que o PSDB enfrenta um desafio para conseguir se comunicar novamente com a população, o que perdeu no decorrer do tempo. "Isso é o resultado de muitos anos sem ter posição." Por isso, concorda com o senador eleito por Brasília. Disse que tem se manifestado sobre o assunto, inclusive na reunião da executiva nacional.
PSDB não tem posição
"No governo (do ex-presidente) Michel Temer (MDB), por exemplo, quando tínhamos que aceitar ou não a denúncia contra ele no Congresso Nacional", lembrou Redecker, "o PSDB não teve posição, a bancada se dividiu 50% para um lado e 50% para o outro, e era um momento de o PSDB mostrar oposição". E continua citando: "as próprias denúncias contra membros do PSDB; a questão é essa, o PSDB não tem posição em relação a isso, e vem sangrando e desgastando o partido com uma denúncia atrás da outra. Então, mesmo que não tenha sido julgada até agora, isso desgasta o partido".
Não é momento de ser oposição
"Não é o momento de o PSDB ser oposição ao governo Bolsonaro", afirmou Lucas Redecker, acrescentando que o presidente tem muitas pautas tucanas, como a diminuição da máquina pública e o combate à corrupção. Na avaliação do parlamentar, "o PSDB tem que manter a independência na participação do governo, sem ter ministérios, sem ter cargos, sem ter aquela negociação histórica que o Brasil está acostumado a ver". Para ele, o PSDB tem que participar do governo, votar a favor de forma propositiva, dentro daquilo que é bom para o Brasil, sem perder a oposição, e ter uma posição colaborativa em relação à gestão Bolsonaro.
Participação no governo
Na avaliação do deputado gaúcho, "caso o governo Bolsonaro, de forma nacional, ache que tenha algum membro que possa contribuir, como já aconteceu com outros partidos, não vejo problema nenhum nestes membros do partido participarem do governo".
 
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