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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 04/01/2019. Alterada em 04/01 às 01h00min

Presidência da Câmara

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) fica cada vez mais forte para continuar no comando da Câmara dos Deputados. Com articulações intensas, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, fechou apoio ao parlamentar carioca. Em contrapartida parece que entrou em cena, novamente, um toma lá, dá cá, que o atual governo tinha dito aos quatro ventos que não faria. Maia prometeu a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes; por onde passam praticamente todos os assuntos, em apoio à sua reeleição. O acordo prevê também o comando da Comissão de Finanças e Tributação, além de um lugar na mesa diretora, a segunda vice-presidência.
Alinhado com o presidente
Rodrigo Maia sempre trabalhou bem no alinhamento ao Palácio do Planalto. E agora, não será diferente. O presidente do PSL, Luciano Bivar, disse que Jair Bolsonaro não foi consultado sobre o apoio, mas que Maia está alinhado com a agenda do presidente. "Ele deu para nós a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a de Finanças e Tributação e, todas as eventuais comissões. Com isso, temos aqui agora uma mesa totalmente sintonizada com a campanha do nosso presidente."
Sem interferência do Planalto
O PSL terá a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados eleitos. Fica atrás apenas do PT que tem 56. Mas após a janela partidária, com a migração de deputados, o partido de Bolsonaro pode se tornar o maior da Câmara. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL), admite que o Planalto tem uma preferência, mas diz que não haverá interferência na eleição.
Deputados justificam
O apoio a Rodrigo Maia é justificado pelos deputados eleitos pelo PSL na defesa da governabilidade e a necessidade de aprovar medidas, como a reforma da Previdência. Já para o deputado Chico Alencar, do PSOL-RJ, o acordo é a manutenção do toma lá, dá cá. E acrescenta: "deixaram de lado todos os pudores da independência, da exaustão, da austeridade, e fizeram essa grande barganha de votos para a presidência em troca de Comissões para tocar sua pauta, que é, de um lado ultrarrepressiva e punitiva, e de outro, ultraliberal e privatizante".
Medidas impopulares
Outro ponto que deve ser analisado é que, em breve, medidas muito impopulares deverão entrar em votação, por exemplo, a reforma da Previdência, que é questão de sobrevivência para o governo. Não esquecendo a necessária negociação com o Centrão e com o próprio MDB de Michel Temer. O Centrão com sua força propulsora do PP, não foi visto com a intensidade que deveria na posse presidencial. Tudo isso leva a um difícil jogo de xadrez, onde as peças às vezes, caem.
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