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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 28/12/2018. Alterada em 28/12 às 14h58min

Na posse, imprensa longe

Equipe de segurança faz ensaio para posse do presidente eleito Jair Bolsonaro

Equipe de segurança faz ensaio para posse do presidente eleito Jair Bolsonaro


Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/JC
A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) impõe regras que restringem fortemente o trabalho da imprensa na posse. Pela primeira vez, jornalistas não poderão transitar livremente pela Esplanada dos Ministérios, onde os ensaios da posse já começaram a ocorrer (foto). Na maior parte dos espaços onde estará a população que virá referenciar o novo presidente, até entrevistas estão proibidas. A alegação é que as medidas são para a segurança de Bolsonaro.
Rédea curta
O trabalho da imprensa foi limitado, pela organização da posse, a pessoas que estejam na praça dos Três Poderes, atrás do Congresso Nacional. Já nos outros locais da Esplanada dos Ministérios, está proibido. Os jornalistas, mesmo os credenciados, não poderão acompanhar todas as etapas da posse. Essas medidas impostas pela equipe do capitão presidente nunca tinham sido aplicadas em outras posses. Assim, se o jornalista for para o Congresso, não poderá entrar no Planalto e no Itamaraty. Outra novidade é que até o deslocamento dos jornalistas aos lugares onde o trabalho será permitido será feito em ônibus do governo. E o pior, sob monitoramento.
Só caneta e gravador
O evento acontecerá no Palácio do Planalto, mas a imprensa terá que ficar a uma distância de sete quilômetros do local, no Centro Cultural Banco do Brasil, para esperar pela chegada do transporte oficial para o deslocamento. Afora isso, só caneta e gravador. O uso de mochila para carregar equipamento, microfones e outros apetrechos necessários para o trabalho do jornalista, nem pensar. Bom senso
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal protestou, pedindo em nota para o governo rever essas medidas. O coordenador-geral do sindicato, Gerson Passos, cobrou bom senso do governo. Disse que há preocupação dos profissionais com as primeiras medidas tomadas pela equipe de transição, de cercear, inclusive, o credenciamento de profissionais de imprensa. "Isso não tem o menor cabimento, quanto mais proibir a utilização de equipamento. Os profissionais são credenciados e dependem desses equipamentos para suas coberturas e transmissões." Segundo o coordenador do sindicato, o que se espera é que as autoridades tenham bom senso. No meio dos jornalistas, o sentimento é de que surge nova era na relação com a imprensa. Liberdade de imprensa? Nem tanto, no governo Bolsonaro. 
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Comentários
Garivaldino Ferraz 29/12/2018 12h29min
Estão querendo cobrar o "bom senso" que não tiveram, desrespeitando, mentindo, omitindo e manipulando meias verdades a respeito do então candidato. Agora querem o direito de continuar agindo como antes. Lamento, não vai rolar!