Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 24 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 24/12/2018. Alterada em 23/12 às 21h31min

Governo profissionalizado

O deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB) disse ao Repórter Brasília, antes da última sessão do ano na Câmara dos Deputados, na semana passada, que, "a partir de janeiro, vamos conviver construindo a cultura de ter um governo absolutamente profissionalizado e muito qualificado". Disse, também, que "a equipe que está no governo tem capacidade de produzir muito e tem um presidente da República que, pela sua natureza, produz frases espontâneas". Segundo o parlamentar, "a gente vai interpretar isso, mesmo a palavra tendo o peso de quem preside com a relativização do improviso". Então, avalia o vice-líder do MDB na Câmara, e um dos possíveis candidatos à presidência do Legislativo, "o fato de o presidente ter dito algo que ele diz como um cidadão, não significa dizer que ele transformará em uma consequência lógica a ser cumprida pelo governo. Uma ação de governo".
O peso da palavra
Na opinião de Alceu Moreira, "o que vai acontecer é que estes são dois corpos que se ajustam pelo caminho, quer dizer, o próprio Bolsonaro, que tinha toda a liberdade do mundo para dizer o que pensava durante toda a vida partidária, política e parlamentar, agora, aos poucos, vai perceber que o peso da palavra como presidente da República, é outro. O peso da caneta e da decisão vai lhe obrigar a contar até 30, 40, para depois dizer alguma coisa, e isso é um aprendizado que a gente adquire naturalmente, é a liturgia do cargo".
Conviver com harmonização
Segundo Alceu, "o que os brasileiros precisam encontrar, neste momento, é saber conviver com esse processo de harmonização sem transformar frases espontâneas em resultados fatalistas, e que é preciso dar o peso para este ajuste que nós vamos ter. O corpo administrativo e político de um governo do tamanho do Brasil, e um presidente da República que ganhou a eleição por ser espontâneo e dizer aquilo que o povo queria que fosse dito".
Frases sem má-fé
Para Alceu Moreira, "não há uma frase do Bolsonaro que tenha nela má-fé ou má intenção, pode ter até incompreensão, pode ter algo que a sua incompreensão pode causar dano aqui ou ali; mas ele não diz como má-fé, e não tendo má-fé, tudo é possível ser consertado", aconselha o deputado do MDB e também líder do setor do agronegócio. Para o gaúcho, "o Congresso Nacional saberá entender".
Economia de palavras faz bem
"E, pode ter certeza, não levará mais de quatro ou cinco meses, até pela disciplina que vai ser instalada no governo com o conjunto de generais, com a disciplina militar que temos dentro do governo, vai ter um grau de disciplina que, estes arroubos, de parte a parte dos próprios ministros, como é o caso do ministro da Economia, eles certamente vão perceber que a economia de palavras faz bem para a economia dos números", aconselhou o deputado. "Se as manifestações do presidente tiverem impacto, será por incompreensão momentânea." Para Alceu, "assim que o primeiro profissional responsável da área for tratar com a relação comercial do outro lado, vai desmistificar completamente esse processo. Porque ele não tem nenhuma sustentação nem vontade do governo".
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia