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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 12/12 às 23h41min

Poucas sessões na Câmara

Esta semana tem sido de poucas e longas sessões na Câmara dos Deputados, com votações importantes e de despedidas de parlamentares que não conseguiram a reeleição. Os deputados eleitos voltam com mais vigor, os outros utilizam a tribuna para apresentar relatórios de projetos aprovados e realizados. O PT, por seu lado, já faz um "avant-première" do que vai fazer após a posse do novo governo: "oposição ferrenha".
Acordo para o Funrural
O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), destacou dois assuntos importantes que estão na pauta e em negociação pelos deputados e pelo governo. Um é o Funrural, que faz a remissão do passivo. Outro é a greve dos caminhoneiros. Segundo o deputado, "durante oito anos, o Judiciário disse que era inconstitucional a cobrança feita pelo governo e concedeu decisões liminares as proibindo". De uma hora para outra, "por uma interferência do Executivo no STF (Supremo Tribunal Federal), acabou tendo a reversão de um voto, que acabou com isso, o que gera uma insegurança jurídica".
Sinalização de Bolsonaro
"O meu projeto faz a remissão disso, ou seja, a decisão judicial determinava o não pagamento de um recolhimento que o governo não pode cobrar", explicou Goergen. "Temos uma sinalização do governo (Jair) Bolsonaro (PSL) de que irá acabar com o passivo. Com isso, queremos que o governo atual prorrogue o prazo e, no ano que vem, o novo governo decida sobre o passivo."
Saquear o dinheiro do produtor
Goergen afirma que isso representa que "o produtor não vai ter a renda dele tirada pelo governo, porque se fala num passivo de 2 a 34 bilhões, quer dizer, o governo não sabe, o produtor não deve, e aí de repente, saqueiam o dinheiro do produtor".
Greve dos caminhoneiros
Outro assunto que chama a atenção de Goergen é a greve dos caminhoneiros. "O governo não cumpriu o que foi sancionado na greve anterior, ele seguiu tudo à revelia, gerando o aumento dos custos dos caminhoneiros e piorando a situação. Eles estavam pagando para trabalhar, e aí o governo, sem força política, em um descontrole de uma greve que já impunha riscos de desabastecimento, piora a situação e, agora, está aí a possibilidade de uma nova greve."
Solução tem
Para o parlamentar, "solução tem". Ele entregou ao presidente eleito uma sugestão para o problema do transporte, e, por consequência, não gerando perdas aos demais setores econômicos; que desde a greve estão tendo muitos prejuízos, que acabam indo para o consumidor. Ele diz esperar que "o novo governo tenha mais sensibilidade e condições, e defende que a greve dê o tempo desse novo governo assumir, inclusive para evitar essa paralisação".
Nova Lei do Motorista
O líder do Comando Nacional do Transporte, Ivar Luiz Schmidt, entregou um vídeo a Goergen, onde explica sobre a importância da rigorosa fiscalização da Nova Lei do Motorista, e que dispõe sobre o exercício da profissão. Segundo o dirigente, "a partir do momento em que se efetivar a cobrança da jornada de trabalho de acordo com a legislação, será possível ajustar oferta e demanda".
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