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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 12/12/2018. Alterada em 11/12 às 21h22min

'É o fim da picada'

"É o fim da picada", exclamou o senador gaúcho Lasier Martins (PSD) ao tomar conhecimento das negociações do PT para ficar com a presidência do Conselho de Ética do Senado. "Acho que é continuar a velha política. Eu não acredito que seja viável, porque o eleitorado brasileiro trouxe para o Senado figuras às quais entende que são as mais adequadas para as mudanças desejadas. Então temos que aguardar o comportamento dos novos senadores, que vão decidir a eleição para a presidência da casa." Segundo Lasier, já estão circulando, nos bastidores, os candidatos à presidência tanto do Senado como da Câmara. De acordo com o senador, no Senado já existem vários nomes se credenciando: Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Ângelo Coronel (PSD- BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP) também está no páreo, além de Esperidião Amin (DEM-SC). "Eu apoio Simone Tebet", revelou o senador.
Paim nega articulações
"Isso não existe", afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS) quando perguntei sobre sua posição. Disse: "inclusive fui perguntar para te responder. Não há nenhum tipo de negociação. O respeito é a proporcionalidade". Esclareceu que "para o PT, nem cabe a primeira secretaria; o PT tem seis senadores. Tem bancadas com 12, 13, 7,8. E a mais disputada é a presidência e a secretaria. Nem cabe ao PT". Para o senador petista, "pelas informações que eu tive, nem para o Conselho de Ética existem intenções do PT". Segundo Paim, o que o PT está falando "é a Comissão de Assuntos Sociais ou Direitos Humanos, é o que o PT vai pleitear, na proporcionalidade. É o que a lei garante, e não tem nada a ver com Comissão de Ética. E peço que se respeite a proporcionalidade, e cada um respeite o espaço que as urnas lhes deram, que é legítimo", afiançou. Concluiu dizendo: "eu não tenho compromisso para votar para nada. Tenho compromisso com minha consciência, mas espero que respeite a proporcionalidade".
Limites do presidente
A senadora Ana Amélia (PP-RS) considera que "a presidência do Conselho de Ética, na mão de qualquer partido, tem limites. O presidente tem muito poder, mas não pode tudo. O colegiado é quem decide", acentua a senadora. Segundo ela, "os limites da autoridade e da capacidade dele de tomar decisões na perseguição de colegas, por exemplo, ou fazer algo fora do padrão, tem consequências. O presidente tem poder autocrático, mas esse poder pode ser questionado e derrubado pelo colegiado do Conselho". Aliás, o presidente atual, senador João Alberto (MDB-MA), sentiu essa força, porque algumas das admoestações que ele pôs a alguns senadores foram derrubadas pela "turma do deixa disso", que entrou em campo.
 
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